Floripes em cena
[11-03-2009] |
Na segunda Bienal de Culturas Lusófonas, que terá em Odivelas entre 11 de Março e 5 de Abril, vai ser representado o Auto de Floripes que, a par de Tchiloli, é uma das mais relevantes manifestações culturais de São Tomé e Príncipe. (Ler tudo aqui)...
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Reinvenções e desafios da literatura
[29-09-2008] |
A Interact - Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia (Interact) não é uma revista de literatura. Trata-se, sim, de uma publicação – apoiada pela FCT – que se situa na transversabilidade da rede: entre disciplinas e disputando os fascinantes limbos do nosso tempo. A literatura ‘terá que se habituar’ às sadias correntes de ar que nos envolvem e, talvez seja por isso mesmo, a nova edição da Interact a aborde de um modo singular. Com efeito, ao lado de textos particularmente estimulantes de Jacinto Godinho (Second Life: mestre de marionetas), Jorge Leandro Rosa (A questão do traço), Bruno Baldaia (Memória, comprometimento, desejo), José Bártolo (Cultura das Redes e Experiência Artística), Rodrigo Silva (O pensamento da deslocalização), Miguel von Haffe Perez (Aqui e Agora), Ivan Franco/ Kathy Hinde (Piano Migration) e Miguel Leal...
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Paul Auster
[22-09-2008] |
Paul Auster sempre explorou com mestria as semelhanças entre os acontecimentos mais diversos e mais diferenciados entre si. Este ponto de partida, baseado na equivalência do improvável, parece às vezes sobrepor-se a tudo. Veja-se, no romance Música do Acaso, os paralelismos entre as infâncias de Pozzi e de Nashe e entre os destinos de Flower e Willie.Veja-se o paralelismo formal que se desenha entre os desaparecimentos de Sachs e de Dimaggio, em Leviathan, e, por outro lado, o tipo de simulação praticado por Quinn/Auster na Trilogia de Nova Iorque e por Maria/Lilian em Leviathan. Vejam-se ainda as semelhanças que são propostas entre o ponto de partida da própria vida de Nashe (em Música do Acaso) e o que acontece na vida de Walter, no final da segunda parte de Mr Vertigo. Vale a pena seguir as pistas. E pensar.As sucessivas e delirantes similitudes (que atravessam a superfície lisa ou enrugada dos acontecimentos) narradas por Paul Auster não andam muito longe da interpretação que os me...
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O alívio e a literatura de mãos dadas
[04-09-2008] |
A literatura não era propriamente uma ‘questão’ para o homem da Idade Média. Bastava-lhe a “Escritura”, isto é, o verbo que o aproximava da salvação. É o homem moderno, depois do fim do século XVIII, que colocou, entre muitas outras, a ‘questão’ da literatura. Por vezes, uma nova religião investida num altar social e estético. Pode dizer-se que o mundo moderno e ocidental foi atravessado por três grandes vagas de escrita literária: a romântica (uma interrogação livre, generalizada e por vezes mística sobre o homem), a realista (uma focagem da vida protagonizada pelo homem à luz das suas novas codificações com destaque para a, às vezes ilusória, noção do "progresso") e a monumental (a reacção em cascata à própria linearidade do...
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