A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa. Luís Carmelo, Coordenador
MEU AUTOR DE CABECEIRA: ANTÓNIO LOBO ANTUNES(O texto, de minha autoria, foi publicado na revista SER Médico - 39 de 2007, editada pelo CREMESP, quando o autor circulava apenas em algumas castas de escritores. Entretanto, nos dias que se passam, momento em que a imagem vale mais que a obra e Paraty aproxima autoria-obra do público brasileiro, acho pertinente reproduzi-lo no PNET, acrescentando em visibilidade do belo trabalho do autor entre os leitores brasileiros)Carlos Pessoa RosaCompreender a construção do romance em António Lobo Antunes, prêmio Camões 2007, passa, obrigatoriamente, pela leitura das cartas enviadas à esposa quando serviu na África, como médico, de 1971 a 1973, e publicadas em 2005, com o título “D’este viver aqui neste papel descripto” (Cartas da guerra).Entre confissões de amor (Gosto de ti e sobem-me nas pernas/ Marés que um lo...
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Post Mortem, certos autores costumam revelar-se arcas sem fundo, suscitando sempre nos meios literários, a cada novo título revelado, grande curiosidade e expectativa. Não será o caso em apreço, o de Vergílio Ferreira, mas a verdade é que a edição ora havida de um seu romance inédito, justamente este «Promessa» em mãos, veio espicaçar muito interesse sobre o mesmo. Nada de anormal, ou não estivéssemos em presença de um dos grandes autores portugueses do século XX. Normal também pois tratando-se de um inédito, ainda para mais o primeiro romance dito de «ideias» escrito pelo autor de «Aparição», mais expectativas gerou o anúncio pela Quetzal desta edição. Uma edição cuidada, diga-se, e sobretudo, muito bem justificada por quem tomou a empresa a peito, Hélder Godinho e Fernanda Irene Fonseca. Justificada e cuidada porque, com o desaparecimento do autor e sem que de sua parte tenha restado alguma indicação expressa sobre a sua vontade, ou não, de publicação do romance, alguma polémica susc...
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Um homem numa casa, uma casa numa quinta. É nos arredores de uma cidade, uma cidade sem nome, indeterminada, apenas cidade. Está só, esse homem sozinho nessa casa, nessa quinta. Chegam duas visitas. Uma agente imobiliária e o respectivo fotógrafo. Vêm pela casa, pela quinta. Ambas estão à venda. Caminham pelos espaços vazios e em quase ruína, abrem espaço pelos silêncios, enquanto tecem comentários avulsos. Fotografam as divisões, saem ao exterior, a fazer contas aos metros quadrados. Há que fazer contas, garantem. Vendida e demolida, a casa, o espaço que ocupa pode dar lugar a várias construções – isso é importante para o hipotético comprador. Tudo parece bem encaminhado, garante ainda a agente Gabriela ao calado «Senhor Vergílio», como ela, profissionalmente, se dirige ao proprietário da casa e da quinta. &Eac...
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Um homem numa casa, uma casa numa quinta. É nos arredores de uma cidade, uma cidade sem nome, indeterminada, apenas cidade. Está só, esse homem sozinho nessa casa, nessa quinta. Chegam duas visitas. Uma agente imobiliária e o respectivo fotógrafo. Vêm pela casa, pela quinta. Ambas estão à venda. Caminham pelos espaços vazios e em quase ruína, abrem espaço pelos silêncios, enquanto tecem comentários avulsos. Fotografam as divisões, saem ao exterior, a fazer contas aos metros quadrados. Há que fazer contas, garantem. Vendida e demolida, a casa, o espaço que ocupa pode dar lugar a várias construções – isso é importante para o hipotético comprador. Tudo parece bem encaminhado, garante ainda a agente Gabriela ao calado «Senhor Vergílio», como ela, profissionalmente, se dirige ao proprietário da casa e da quinta. &Eac...
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A existir, a ser equacionado por um qualquer levantamento estatístico, o registo do romance histórico em Portugal nos últimos anos provavelmente denunciá-lo-ia num dos lugares cimeiros, senão mesmo no topo, entre os géneros literários mais amiúde praticados pelos autores nacionais. Entre crónicas romanceadas de rainhas pretéritas – imbuídas de espíritos benfazejos, de ideais cristãos beneméritos das artes ou pugnando, altruístas, e avant son temps, em favor e defesa dos mais desfavorecidos – e revisitações dos tempos luso-imperialistas, pré e pós-descolonização (não isentas de “emboscadas” narrativas, no que respeita à leitura e interpretação dos factos pretensamente ficcionados, propiciadas por sentimentos e memórias desfiados na primeira pessoa e por decorrência não por completo sanadas nas suas feridas), o romance histórico português, poderá afirmar-se sem receios de nos afastarmos da verdade dos factos, encontra no público português terreno sólido para cada vez mais se afirmar. É v...
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De há muito que assim é. A obra, prolífica e regular (também regularmente editada pela Relógio d’Água), que Ana Teresa Pereira vem a editar desde que em 1989 publicou «Matar a Imagem», encerra, uma e outra vez, a cada novo título, uma série de coordenadas ou especificidades que lhe conferem uma personalidade muito concreta, palpável e logo reconhecível. A chamada marca autoral. Muitas vezes, disso mesmo recorrendo, ao lermos os seus livros, julgamos estar a ler o já lido, o já antevisto, o já percepcionado. Como se as personagens voltassem ou não quisessem despedir-se da autora. O escritor, é sabido, nem sempre apenas escreve quando à escrita; andamos sempre a escrever, se calhar andamos sempre a escrever o mesmo livro, como se a vida que todos os dias vivêssemos. É recorrente em vários autores. A páginas tantas, na primeira pessoa das suas personagens deste novo pequeno romance «Inverness», de algum modo, Ana Teresa Pereira confirma o que acabo de escrever, desmontando para o leitor o...
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Uma das questões que mais se coloca quando se pensa em poesia e música é da diferenciação entre o que é uma letra de canção e um poema. Uma visão simplista diz que aquilo que foi escrito para uso numa melodia já previamente existente é uma letra, aquilo que foi escrito autonomamente e depois musicado é um poema. Esta visão é isso mesmo: simplista. Primeiro argumento contra: e quando se não sabe o que foi feito primeiro, quando são ambas as coisas feitas sem simultâneo? Atira-se a moeda ao ar? (Ver por favor o filme, imperdível “Musica & Lyrics” com Hugh Grant como, digamos, Andrew Ridgeley – não sabe quem é? Exactamente.) Para além de que os exemplos que fazem desta possível regra um disparate são mais do que muitos. Quantos grandes poemas deram grandes letras de canções porque foram fantasticamente musicados? Quantas grandes letras de canções são grandes poemas, com ou sem melodia que as limite mas foram escritas propositadamente para uma música? Quantos poemas pouco brilhantes se tor...
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Costumo citar muitas vezes o Manuel Hermínio Monteiro comparando uma editora a um cadáver esquisito surrealista: colecções começadas e nunca continuadas, autores que entram e saem, projectos que se projectam, aparecem e acabam não surgindo entretanto livro algum, gente de olhos fechados ou demasiado abertos a tentar – tentativa e erro.Nada mais certo. Editar livros é muito as circunstâncias que permitem o livro. Muita sorte ou muito azar (os anos depois dirão); mas também muito trabalho e muitas ideias muito boas e muito más (os anos depois dirão). Claro está que esses anos dizem em momentos diferentes coisas diferentes. Se eu hoje me orgulho da primeira edição da antologia dos Anos 90 que organizei e fujo quando vejo o prefácio que escrevi, da mesma maneira que tenho pena de ter feito a terceira edição aumentada e fujo (menos, é certo) do prefácio que escrevi, não sei o que o tempo dirá daqui a uns anos – sei apenas que ambas foram feitas com os melhores propósitos da altura. (Aqui mi...
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Sou um metrófilo (ver crónica anterior) daqueles picuinhas. Quero com isto dizer que não gosto só de poesia por causa dos poemas. Sendo eu também editor, gosto muito de poesia pelo que de trazem de editorial. Não é habitual ver na restante literatura edições limitadas, assinadas, litografadas ou carimbadas. Nem edições rubricadas, facsimiladas ou numeradas. Esse é um dos atributos não da poesia, mas da história da edição dos livros de poemas: a mariquice.Antes de ter todas as associações de defensores dos homossexuais a querer colocar-me pronto para ser fuzilado no Campo Pequeno, quero dizer que gosto muito de mariquices. E que, portanto, espero que compreendam que nada de insultuoso existe neste meu qualificativo. Acho até, sinceramente, que faz falta mariquice a este país. Lembro-me dos versos do Pessoa / Campos (cito de cor): “Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada. / Todos os meus conhecidos são campeões em tudo”. Ora, o que eu acho é que faz falta quem tenha falhado pela...
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Amigo disse-me que existia e era verdade. Eu fui ao Houaiss e procurei – nada. Eu fui à world wide web e procurei – nada. Eu fui à wikipédia e procurei – lá estava.Diga-se no entanto que a wikipédia é tão fiável como o Fábio Coentrão a jogar a defesa esquerdo contra o Messi – não é. Mas na listagem enorme de fobias, lá estava: a metrofobia. Há muitas fobias, há até a fobia de ter fobias. Há a fobia da estupidez e a fobia do pensar – devem estar de algum modo ligadas, imagino. Coíbo-me de colocar aqui mais exemplos, a world wide web tem esta coisa maravilhosa de estar à mão de semear, queira esta expressão dizer o que quiser.Mas deixo-me contaminar pela internet e confio: metrofobia existe e diz-se como a fobia ou o ódio à poesia. Espantados? Eu também fiquei.Quem será aquele que tem fobia da poesia? Imagino alguém com fobia de muita coisa, mas de poesia? Que raio de importância lhe dão para que mereça ter um termo que a define pelos que a detestam? Dão-lhe muita, só eu não a percebo. A...
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Num filme mau baseado num livro bom (quantos filmes maus há que são baseados em livros bons, meu Deus!), a personagem principal, a certa altura, quando presencia aquilo que acha o cenário mais belo possível, exclama: “it’s poetry”. A personagem chama-se Ellie Arroway, o filme e o livro chamam-se “Contacto”.Li-o adolescente em duas noites, numa edição de bolso que trouxe da biblioteca para casa. Estava, há anos, esgotado. E o Porto ficava ainda muito longe de Famalicão nessa altura. (Famalicão continua a ficar longe do Porto, mas isso são outras conversas.)Fiquei fascinado com a história que Carl Sagan me apresentou, do programa SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), e mais ainda da relação tão sofrida que ela tinha com a morte do pai. Claro está que o filme veio e a Jodie Foster estragou tudo. O Robert Zemeckis também não ajudou, mas há partes naquele filme, cenas (como aquela do tribunal, no final) que são tão más que só a Jodie Foster para impor aquilo; tão más como a únic...
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Está aberta a caça aos jovens que terminaram o secundário. É uma visão deturpada da realidade, mas encaremo-la como uma simples metáfora sem quaisquer juízos de valor. Os jovens sentem uma vocação e procuram o curso adequado à satisfação dessa vocação? Mais ou menos. Às vezes é assim; outras vezes, candidatam-se aos cursos a que as suas notas dão acesso por ordem decrescente de empatia. Provavelmente, alguns escolherão também o curso em função das saídas profissionais. Tudo isto é problemático. É difícil criar gosto por um curso em que nunca se pensou. E, quer se goste ou não do curso, todos sabemos quais são actualmente as saídas profissionais: ficar em casa dos pais e ter trabalhos ocasionais a recibos verdes. (A propósito de casa dos pais, há ainda os que escolhem um curso que seja dado na universidade que fica mais longe de casa para darem finalmente o grito do Ipiranga – pelo menos, durante três anos, ou cinco com um mestradozinho!).Apesar da globalização, apesar do multilinguismo...
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Num dos inúmeros testemunhos publicados aquando da morte de José Saramago, retive a história contada por Filipe Luís na revista “Visão” (crónica à qual, aliás, roubei o título). Em 2000, quando conheceu José Saramago, queixou-se-lhe de que estava a ler – e a achar intragável – a obra Uma Longa História de Günter Grass que, para além de amigo do autor, lhe tinha sucedido na conquista do Nobel. E Saramago sugeriu-lhe: “Se não lê alemão, experimente ler a tradução espanhola. Às vezes é das traduções...” Neste caso, a tradutora tinha sido Maria Antonieta Mendonça, igualmente tradutora de outras obras do mesmo autor. O que retiro destas palavras não é a questão da competência da tradutora. O importante é o reconhecimento da importância da qualidade da tradução pelo autor mais traduzido de Portugal.Seria desejável que este reconhecimento, tão reconfortante para todos os tradutores, fosse também feito pelas editoras e a vários níveis: não só quanto à selecção dos tradutores, como também à imp...
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O problema não é de agora, mas está a agravar-se.A profissão de tradutor literário é um trabalho sem rede. A rede, se existe, é um contrato de tradução que ninguém leva muito a sério. Se for feito por iniciativa do editor, é uma coisa boa, que estipula preços, prazos de entrega, salvaguarda os direitos do editor perante uma eventual má qualidade da tradução e – obviamente – deixa bem claro que o tradutor não tem quaisquer direitos sobre a sua tradução. Se não for livremente proposto pelo editor e for pedido pelo tradutor, “parece mal” – é entendido como um atitude de desconfiança do tradutor relativamente ao cumprimento das obrigações contratuais do editor – e há sempre outro tradutor qualquer disposto a fazer menos exigências.Num mundo perfeito, toda a gente é honesta e cumpre a palavra dada. Mas todos sabemos que o mundo é cada vez mais imperfeito. Quando tudo é combinado verbalmente, não há outro remédio senão acreditar nas boas intenções das partes intervenientes nesses acordos ver...
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Morreu no passado dia 20 de Maio, Paulo Eduardo de Carvalho, de 45 anos, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e tradutor. Para além da sua actividade docente, homenageada e recordada de forma emocionada pelo presidente da Associação de Estudantes da FLUP, Paulo Eduardo de Carvalho deixa uma marca indelével na área do teatro pois, para além de vários trabalhos académicos, foi também encenador de peças de autores como Harold Pinter e Samuel Beckett. Cabe neste espaço destacar o seu trabalho no domínio dos estudos de Tradução, com a publicação de vários ensaios e artigos, e de também de tradutor, sobretudo na área da tradução de teatro, não só através da tradução propriamente dita, mas estendendo a sua actividade à publicação e autoria de prefácios das suas traduções de vários dramaturgos, como os já referidos Harold Pinter e Samuel Beckett, e ainda Frank McGuinness, Brian Friel, Martin Crimp e Tom Murphy, entre outros. A sua última tradução para teatro foi de uma peç...
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Caros leitores do Observatório da Tradução,Peço-vos que desviem os olhos momentaneamente um pouco para a direita. Já está? Viram a palavra “Traduzindo...”? Muito bem. É um novo espaço dedicado à tradução. Nasceu esta semana, mas estava em gestação há muito tempo. Mais precisamente desde a criação de blogue de Daniel Hahn aquando da sua tradução para inglês de Estação das Chuvas de José Eduardo Agualusa no site da Booktrust (www.booktrust.org.uk), onde ele foi fazendo uma espécie de diário da sua experiência e abrindo à discussão de quem quisesse participar muitas das dificuldades com que ia deparando. O resultado foi estimulante, pela originalidade do autor, pela “transferência” dessa originalidade para inglês, pelas sugestões que choveram de todo o mundo, pela partilha do que costuma ser o trabalho isolado do tradutor.É esse o espírito do espaço Traduzindo...: pôr tradutores literários, escritores, alunos de tradução, revisores, etc. a conversarem, a pensarem em conjunto, a interagire...
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Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...
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Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...
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O autor andarilho publicou em Junho passado sonhos em forma de caminhos percorridos. As rotas escolhidas trilham a continuidade do universo deste autor: exotismo, luxo, hedonismo. A cada vez que fecho o livro para o admirar - a sua capa é uma absoluta marca de bom gosto - esta escrita d...
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No verão quem não deseja viajar? E se essa sensação de liberdade e de encontro com o novo nunca desaparecesse? É disso que trata este livrinho pequenino em que o conceito de férias se vê imortalizado para sempre em forma de aventura a dois - dois bons amigos que viajam pelo mundo. Um mundo escolhido...
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Um arlequim passa de bar em bar recitando poemas de memória e pondo-se à prova ao oferecer declamar versos de poetas escolhidos pela sua plateia. Entremeia a poesia de observações quase políticas sobre a situação dos artistas de rua no Brasil. Na primeira edição da Flip a homenagear um escritor de n...
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Com pouco mais de uma dúzia de ruas, seis ao longo da ponta que dá para o oceano e outras tantas cruzando as primeiras, o centro histórico de Paraty é uma pequena Manhattan, que no início de uma visita independente da duração parece tão control...
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Nesta minha terceira Flip, encontro um evento muito mais institucionalizado do que a versão de 2006, quando ainda era fácil conseguir ingressos para as tendas dos autores durante a própria festa, e comer em restaurantes como o Banana da Terra sem ter que fazer a reserva "de São Paulo". Des...
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Esta é a oitava edição da festa que virou a principal atração turística de Paraty, e muita coisa mudou nesses anos. Neste encontro em que o principal homenageado é um dos autores considerados entre os maiores intérpretes do Brasil (formando jun...
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Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...
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Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...
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Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square. Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...
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A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado. Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...
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Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...
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Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps. Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...
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Continuação do Circo da i margin’ar-te por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... Ler Tudo >>
Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... Ler Tudo >>
um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I ida prima estaçãoII ida decoração da primaIII ida prima estaçãoIV ida frolV idos fr... Ler Tudo >>
Um Dia Na Praia, de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina. Obrigada à equipa do Planeta por ter disponibilizado as imagens e por ter escolhido a banda sonora. Pensando bem, Letra pequena não fez quase... Ler Tudo >>
Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano.
Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países.
Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo