A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa.
Luís Carmelo, Coordenador
ObservatórioObservatório
Correspondentes

D`este viver aqui neste papel descripto

[05-07-2009] |
MEU AUTOR DE CABECEIRA: ANTÓNIO LOBO ANTUNES(O texto, de minha autoria, foi publicado na revista SER Médico - 39 de 2007, editada pelo CREMESP, quando o autor circulava apenas em algumas castas de escritores. Entretanto, nos dias que se passam, momento em que a imagem vale mais que a obra e Paraty aproxima autoria-obra do público brasileiro, acho pertinente reproduzi-lo no PNET, acrescentando em visibilidade do belo trabalho do autor entre os leitores brasileiros)Carlos Pessoa RosaCompreender a construção do romance em António Lobo Antunes, prêmio Camões 2007, passa, obrigatoriamente, pela leitura das cartas enviadas à esposa quando serviu na África, como médico, de 1971 a 1973, e publicadas em 2005, com o título “D’este viver aqui neste papel descripto” (Cartas da guerra).Entre confissões de amor (Gosto de ti e sobem-me nas pernas/ Marés que um lo...  Ler Tudo >>

«Vozes no Escuro» de Rui Vieira - Edições Nelson de Matos, 222 pp.

[06-03-2010] |
Rui Vieira, nascido no Porto em 1966, cidade onde reside, lançou recentemente o seu novo romance, apresentado na Póvoa de Varzim, nas Edições Nelson de Matos. Trata-se da sua terceira investida pelo género, após a edição de «Guardador de Almas» (2005, título vencedor do Prémio Literário Cidade de Almada) e «A Eternidade Noutra Noite» (de 2006), ambos ainda com a chancela da Ambar. É de um espaço de sufoco que nestas páginas de fala, de um lugar de ausências e privações, de silêncios e provações, lugar sem nome, ou de pedras apenas feito, numa ordem que das pedras que erguem os muros e as paredes atravessa os corpos para neles se fazer regra e ordem. É, afinal, de uma «vida que não se vive» que falamos, e as vozes que ouvimos, a quase uma só voz, respiram todas um fogo de tragédia pressen...  Ler Tudo >>

«a máquina de fazer espanhóis» de valter hugo mãe - Objectiva, 307 páginas

[18-02-2010] |
Cerca de ano e meio passado sobre a edição do romance «O Apocalipse dos Trabalhadores», livro sobre o qual aqui tivemos oportunidade de escrever (ver arquivo), valter hugo mãe regressa à edição em prosa com «a máquina de fazer espanhóis», desta feita já não com o selo da Quid Novi, antes agora apadrinhado pela Objectiva/ Alfaguara. Uma vez mais, é sob o signo da singularidade que a sua escrita se impõe e irrompe pelas nossas mãos e olhos, a um só tempo fera e brutal como também terna e poética. E lúcida, enormemente lúcida, quase ao ponto de assustar, talvez situada na ténue fronteira entre a lucidez e a insânia; porque entre os dois pólos balança o seu dizer, entre o real e o fantástico, o palpável e o etéreo, entre o carnal e um lugar qualquer onde as almas se desprendem dos corpos e tudo devém sonho. Ou imaginação.As emoções são o motor da escrita de valter hugo mãe. É sobre elas que o escritor opera, qual cirurgião empenhado em desmontar-lhes os mecanismos de virem à tona da pele e...  Ler Tudo >>

«O Evangelho do Enforcado» de David Soares - Saída de Emergência, 365 páginas

[04-02-2010] |
«Lê-de de um fôlego», é costume dizer-se dos romances ou livros que nos arrebatam a atenção da primeira à última página. Pois bem, o que talvez fosse mais correcto dizer do mais recente romance de David Soares *, «O Evangelho do Enforcado», é que se lê tirando-nos o fôlego. E o que apetece dizer aos leitores (avisados ou desejando sê-lo) é que estamos perante um romance excepcional. Palavras arriscadas? De modo algum, na certeza de que uma tal consideração apenas poderia aventar-se tendo por base apreciativa (ou depreciativa) um qualquer preconceito em relação à chamada literatura fantástica.Entendamo-nos, é de recorte e lavra genial esta empreitada literária de David Soares. Por inúmeras razões, todas elas concorrendo para a assunção plena do trabalho de escritor. Na verdade, David Soares dev&e...  Ler Tudo >>

«Geladas Brumas» de Jaime Freire - Gradiva, 353 páginas

[21-01-2010] |
Um tipo «desviante». Ou, nas palavras de um colega causídico, a páginas tantas e finais, um «advogado estranho». Forbes Valdeflores, de sua graça, apresente-se o dito ao leitor: advogado, está de ver, à antiga, como se verá lendo, tributário de uma ideia romântica do belo e da verdade que ao longo deste romance perseguirá, tentando transmudar para o leitor esses nobres ideais – hoje em parte perdidos, como se subentenderá, sobretudo no luso adro que vivemos e respiramos. Lá iremos, agora assente-se: chama-se «Geladas Brumas» (Gradiva) e é o primeiro assomo romanesco de fôlego de Jaime Freire, autor a cuja obra já aqui nos referimos há um par de meses, por ocasião do lançamento editorial de uma sua breve novela, dita «A Japonesa Nua» (edição de autor).Primeiro ponto, o desviacionismo com que escolhi iniciar o texto, ainda assim adjectivo («desviante») recortado pela própria pena do narrador, que enquanto tal se considera. Diria então este ser um romance desviante, bem à imagem do seu su...  Ler Tudo >>

«Ilusão (ou o que quiserem)» de Luísa Costa Gomes - Dom Quixote, 188 páginas

[07-01-2010] |
Contista, romancista, dramaturga e o muito mais nas Letras que se imagine. Luísa Costa Gomes está de volta à escrita romanesca, uma vez mais com a sua voz singular, oferecendo ao leitor aquilo a que eu chamaria o autêntico gozo literário, gozo naturalmente por via do prazer da leitura que institui do primeiro ao derradeiro parágrafos. Prazer por via do jogo linguístico que empreende com mestria, prazer pelo universo fantástico e até levemente surreal (se bem que o real possa ser, e é, amiúde, também ele, já de si surreal) em que faz evoluir as suas personagens, prazer pelo modo como a partir daí, valendo-se dessas ferramentas narrativas, escalpeliza certas franjas da sociedade, tomada como todo pelas partes que torna e toma como protagonistas.«Ilusão (ou o que quiserem)» é um título assaz curioso. Que nos deixa com a pulga atrás da orelha, fazendo-nos...  Ler Tudo >>

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Revolução!

[03-03-2010] |
Entretanto perdeu-se no meio do PNETLiteratura, mas este conjunto de crónicas tem um chapéu de chuva: Os Livros que Eu Não Li. Sim, é com este título que vou observando e sendo observado pela poesia.                    Apenas, se a memória me não atraiçoa, nos primeiros dois textos parti desse título, dando-lhe destaque, fazendo-o perceber-se. Depois, vieram mais 32 crónicas (esta é a trigésima quinta, vejam bem) e o nome colectivo passou a nome de ficheiro: “LQNL – x”. Nada de mais certo recuperá-lo agora.                    Porque eu não li “Um Toldo Vermelho” de Joaquim Manuel Magalhães. Mas, como tantos críticos de renome na praça, não deixarei de falar do livro só por causa dessa pequenina questão. Ele há tantos que dizendo terem lido fazem da crítica um verdadeiro exercício de ficção! Quem lê tantas críticas – eu, mais comedido, intitulo-as de “notas de divulgação editorial”; críticas é para a Colóquio Letras ou para a Pretextos ou para revistas de carácter científico, etc e tal ...  Ler Tudo >>

Posologia da Edição de Poesia

[12-02-2010] |
Caríssimos e excelentíssimos leitores:Hoje, cheio de presunção e de água benta, permitam-me oferecer uns conselhos. Não serão certamente para vossas excelências, mas haverá um amigo ou uma amiga que deles poderão talvez fazer algum bom uso.Brevíssima lista de conselhos para quem quer editar um livro de poemas.- comece a juntar uns trocos num mealheiro com o perfil de Fernando Pessoa (à venda na Loja do Gato Preto por 15,45 euros.)- leia poesia.- leia muita poesia.- leia poesia.- escreva vários livros.- deite fora vários livros.- escreva mais livros.- deite fora todos os livros que escreveu.- leia poesia.- leia mais poesia.- escreva mais livros.- comece a escolher poemas paulatinamente.- escolha só aqueles que nunca leu antes em sítio algum.- escolha aqueles que parece que dizem alguma coisa de novo.- leia poesia.- construa o seu universo.- invente poesia.- minta.- escreva poesia.- leia poesia.- anote versos.- risque os versos todos que anotou.- minta muito nos seus poemas.- leia a hist...  Ler Tudo >>

Poemas Dedicados

[26-01-2010] |
Não sei se hei-de fazer desta crónica uma questão de território ou uma oferta. Sinto que a minha vida enquanto antologiador acabou, que os Poemas Portugueses são o último projecto e ainda só tenho 32 anos. Que fazer depois daquele tijolo (para usar o o termo com que Al Berto nomeava o seu O Medo)? Fiz, com o meu grande amigo Rui Lage, um objecto de peso (podemos ler isto de uma maneira literal, se quisermos). Um projecto de uma vida aos 32 anos. Um orgulho, permitam-me.                    Mas porquê este intróito? Porque enquanto fazia os Poemas Portugueses fui-me lembrando e anotando poemas para uma ideia completamente diferente, mas decerto não menos interessante: um volume de Poemas Dedicados. Não se trataria aqui de literatura, mas antes de sociologia de literatura. Explico.                    Uma das coisas com que me deparei foi a rasura de dedicatórias nas diferentes edições do mesmo poeta. Volto, para incómodo de tantos, a Eugénio de Andrade: tenho a primeira antologia que publ...  Ler Tudo >>

MEC

[12-01-2010] |
 Esta quinzena não falarei de poesia. Apenas colocarei um poema. Coisa pouca, portanto. Porque a ele conto voltar muito em breve. E porque sei que não há sítio onde se encontre na world wide web. Saiu há muitos anos numa revista chamada “Sema”. Anos 970, talvez. Saiu há poucos anos numa revista chamada “Apeadeiro”. Tudo longe dos olhares das pessoas, neste momento. É altura de o colocar onde deve, no sítio onde as pessoas o vão encontrar sempre – no hiperespaço. Se o Manuel Rosa não conseguir convencer o autor a editar um livro com os seus poemas, eu tentarei. Ai, eu tentarei. É do Miguel Esteves Cardoso e chama-se: SE TUDO FOSSE SÓ TEU (UMA DESPEDIDA) Por quanto em mimDe ti haviaQue a alma me enganavaEm nova vidaDei a sombraQue me queimavaE era minha,Mas mesmo assim Não me seguia. De tanto quererAchei em mimA pessoa queridaQue eras tu,E as...  Ler Tudo >>

Descobrir

[23-12-2009] |
É raro descobrir agora com o mesmo prazer que a descoberta nos trouxe há anos. Deve ser isso o começo da velhice – o fim do deslumbramento, talvez. Quando somos novos, tudo em nós é um cheiro que nunca sentimos, um som que nunca vimos, uma cor que nunca ouvimos. À medida que vamos crescendo e envelhecendo, somos confrontados com o que a realidade verdadeiramente é – passe o pleonasmo – e tornamo-nos cínicos, mesmo que inadvertidamente.Assim na poesia. Há dias, a conversar sobre uma antologia que co-organizei e que saiu há pouco para as livrarias, dei-me conta de como se iniciou o meu deslumbramento pelos versos. Pessoa foi fundamental, claro. Mas a heteronímia não é algo que se apreenda com muita facilidade e, mais ainda, com toda a amplitude da sua importância. Sá-Carneiro, isso, Sá-Carneiro. Foi com a “Caranguejola” que percebi que a poesia não servia só para a angústia adolescente ou para o amor exacerbado. Sim, muitos poetas houve – e basta ver as cantigas galaico-portuguesas – que...  Ler Tudo >>

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Problemas de tradução

[25-02-2010] |
- Nas NuvensGeorge Clooney vai no avião. A hospedeira dirige-se a ele com uma lata na mão e pergunta: “Can, Sir?”, mas ele ouve “Cancer”, que soa da mesma forma. Ele faz um ar espantado (Cancro?) até que o o mal-entendido se resolve... em inglês. Mas, e em português? Como resolver este imbróglio, com uma tradução que satisfaça o trocadilho, a expressão atónita do actor, e não seja: “Cancro? Cancro? Uma bebida de lata, Sir?”- Numa série cómica na TVUm dos actores fala do Nepal. O outro ri-se e pergunta “Nipple?” O som pode não ser exactamente igual, mas a resolução do trocadilho é aterradora! O que poderá o tradutor inventar para ligar Nepal a “mamilo” ou arranjar um par de palavras que satisfaça a situação? - Outra série de TVA filha solteira engravidou. O pai fica fulo, mas depois acalma-se. A situação torna-se tão descontraída que a futura mãe, enquanto faz o jantar, vê nas designações das especiarias possíveis nomes para a criança: Rosemary (ninguém se chama Rosmaninho em Portugal),...  Ler Tudo >>

O Código da Virgem

[11-02-2010] |
Não se trata de um novo livro de Dan Brown nem mais um blockbuster de Hollywood, mas apenas de uma questão de... tradução.Supostamente, haverá um erro de tradução na base de um dos pilares do Catolicismo. Existe uma vasta literatura sobre a fonte de onde partiu a tradução de “Virgem” Maria. Segundo muitos desses autores, o termo que surge no Antigo Testamento é almah, que significa “mulher jovem” e não bethulah, que significa “virgem”. Terá sido no século III a.C. que almah foi traduzido em grego por parthenos in Greek, o que implica que o anjo que apareceu a Maria – jovem – a anunciar-lhe que ia ter um filho por obra e graça do Espírito Santo estaria equivocado ou a referir-se a outra coisa que não ao nascimento em si mesmo. Segundo o autor judeu Salomon Reinach, os Judeus ter-se-ão apercebido do erro no século II a.C. e chamado a atenção aos Gregos, cabendo à Igreja a responsabilidade de ter mantido o erro.Transposto para os nossos dias, este pequeno (grande) pormenor prova a necessi...  Ler Tudo >>

Bem-vinda à superfície!

[28-01-2010] |
Por iniciativa do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, realizou-se no passado dia 22 de Janeiro um colóquio que teve como ponto de partida o filme Tradurre, já mencionado numa crónica anterior.Tudo nesse colóquio foi único: ·     o filme – que surpreende sempre pelo simples facto de ter a Tradução como tema, algo tão inesperado como o frio que tem feito este ano;·     o ambiente tão agradável que reina na Universidade do Minho, o extraordinário dinamismo do ILCH, cujas paredes estão repletas de cartazes a anunciar cursos de todos os tipos no país e no estrangeiro, lançamentos de publicações, colóquios, etc., demonstrando a dedicação dos professores aos alunos e o interesse dos alunos pelas sugestões dos professores. ·     a quant...  Ler Tudo >>

Uma má tradução (?)

[29-12-2009] |
Vi numa crítica ao mais recente romance de José Rodrigues dos Santos, Fúria Divina, uma referência à proximidade da sua publicação em língua inglesa. Comprei o livro (peço desculpa, mas a minha intenção é oferecê-lo a alguém de quem não goste muito) e as minhas previsões começaram a confirmar-se ao ver a nota: Se desejar entrar em contacto com o autor...escreva para o e-mail jrsnovels@gmail.com.Estas previsões baseiam-se na leitura de romances anteriores do mesmo autor, em que são visíveis estruturas típicas do Inglês também presentes no último romance. É o que acontece, por exemplo, na frase “O veículo virou lentamente... imobilizou-se diante das grades do portão, os travões a soltarem um guincho desafinado, o motor a bufar de exaustão”. Em Inglês, é esta a estrutura habitual; em Português, a estrutura nestes casos seria: “O veículo imobilizou-se... portão, com os travões a soltarem um guincho desafinado e o motor a bufar de exaustão”. Esta frase foi retirada da primeira página do Pró...  Ler Tudo >>

Ainda a crítica da tradução

[10-12-2009] |
Alguns teóricos da tradução explicam-nos em que consiste a crítica da tradução, referindo alguns dos factores a ter em conta. Entre eles destacam-se a correcção, a economia e, sem referência à língua de partida, a fluência, a naturalidade, a facilidade de leitura e a ausência de interferências.Num outro texto publicado na revista “Translation Journal”, Zsuzsanna Ardó vai mais longe, dizendo que um erro (de tradução) só é um erro, se se der por ele.É, sem dúvida, uma afirmação controversa. A insistência em apontar erros específicos, isolados – por vezes, apenas uma palavra – na crítica da tradução pressupõe o conhecimento do original. Ora, com o actual ritmo alucinante de saída de novos livros e à excepção dos clássicos ou dos autores...  Ler Tudo >>

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24-27 Fev. 2010, Póvoa do Varzim
Pedro Teixeira Neves

Um texto de Milton Fornaro

Ainda as Correntes, como entes queridos a delirem-se devagar no ferro dos dias, na estranheza da ausência. Eis o belo texto aí lido pelo escritor uruguaio Milton Fornaro.CADA PALABRA ES UN PEDAZO DE NOSOTROS MISMOS  “Dijo Dios: ‘Haya luz’, y hubo luz. Vio Dio...  Ler Tudo >>
[03-03-2010]  |  ptn
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Cervantes, Gargantas e Pitos

Regressa-se da Póvoa e sentimo-nos mais pobres. Em casa, voltamos a ligar a televisão à hora dos telejornais, o mundo, como um aluvião de desgraças, invade-nos a sala e os ouvidos. Regressam, pela manhã, as filas de trânsito, as filas congestionadas de...  Ler Tudo >>
[02-03-2010]  |  ptn
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coisas assim na retina acorrentadas

A bonita lembrança de Rosa Lobato FariaO vento destas CorrentesO capacete mineiro de Manuel da Silva RamosA Barbie com defeito de produçãoAurelino a tocar e a dizer poesiaA incrível história de Malangatana descendo de um hotel pela janela na horizontalPorque foi t&...  Ler Tudo >>
[28-02-2010]  |  ptn
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Acorrentados - 5

Quatro da manhã. Lá em baixo ainda anda gente... (cantaria o Sérgio Godinho) São os resistentes das Correntes. É a última noite, a já famosa noite de sábado. Aurelino vai a casa buscar a guitarra. Falta-lhe um espanhol para o quadro ficar compl...  Ler Tudo >>
[28-02-2010]  |  ptn
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Livros, alguns livros

Os lançamentos de livros são um outro must das edições das Correntes. O ano presente não escapou à regra e muitos têm sido os livros aqui apresentados em primeira mão. Eis alguns deles: Manuel da Silva Ramos lançou «Três Vidas...  Ler Tudo >>
[27-02-2010]  |  ptn
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As Correntes nas Escolas

O título deste post parece coisa de antanho, que de «correntes» em escolas já lá vai o tempo. Isto, descontado o aparte de hoje em dia muitos professores se sentirem acorrentados às escolas, mas isso por via de outros quinhentos para aqui não chamados. ...  Ler Tudo >>
[27-02-2010]  |  ptn
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Acorrentados - 4

1.       Afinal, o Papa morreu ou não?2.       O Onésimo, já chegou?3.       E o Albano Martins, nunca foi convidado?4.       Sabias que ele era primo direito ...  Ler Tudo >>
[26-02-2010]  |  ptn
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Pedra a Pedra... a poesia, os poetas, as pedras

Leitura do texto desenvolvido a partir do mote:«Pedra a pedra, o poeta constrói o poema» algumas aproximações entre pedras, poemas e poetas: O poeta monumenta as emoções; por isso há poemas e livros que se confundem com catedrais.O poet...  Ler Tudo >>
[26-02-2010]  |  ptn
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Acorrentados 3

Dia de trabalhos forçados para este escriba aqui na Póvoa. Presença numa mesa de debate pela manhã, ao meio-dia e picos lançamento de um livro, à tarde encontro numa escola preparatória (ébês, como lhes chamam hoje…) de Rates. Agor...  Ler Tudo >>
[25-02-2010]  |  ptn
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Acorrentados - 2

Não está fácil, confesso que não está fácil. A edição das Correntes deste ano parece-me com dificuldades em impor o seu ritmo habitual. Talvez seja do mau tempo que por aqui se tem abatido, talvez seja das muitas caras novas ainda pouco à...  Ler Tudo >>
[25-02-2010]  |  ptn
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Correspondências

Porquê Portugal? Exemplos de uma existência inspiradora

Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...  Ler Tudo >>
[18-02-2010]  |  Susana Leite, em Leipzig
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Cuentame un cuento

Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square.  Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...  Ler Tudo >>
[11-02-2010]  |  Kátia Gerlach
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Adeus migrante

A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado.  Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...  Ler Tudo >>
[09-02-2010]  |  Kátia Gerlach
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“Ora ouve…”

Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...  Ler Tudo >>
[12-01-2010]  |  Susana Leite
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Brooklynites

Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps.  Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...  Ler Tudo >>
[18-12-2009]  |  Kátia Gerlach
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1º aniversário - depoimentos

Sofia Bragança Buchholz

Tem-se assistido a uma vitalidade do livro, apesar de tantas vezes ter sido profetizado o seu fim. Em vez de desaparecer, ele tem encontrado novos formatos e beneficiado com esse grande canal de divulgação e de distribuição que é a Internet. O mesmo seria inevit&aa...  Ler Tudo >>
[15-09-2009]  |  Sofia Bragança Buchholz
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CENTRO NACIONAL DE CULTURA
Parceria

A VIDA DOS LIVROS - de 8 a 14 de Março de 2010

Alexandre Herculano nasceu há duzentos anos, a 28 de Março de 1810. Assinalamos a efeméride, recordando a obra de António José Saraiva, “Herculano e o Liberali... 
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[08-03-2010]  |  Guilherme d'Oliveira Martins
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Espaço editorial

Espaço reservado a eventual Parceria.... 
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[28-10-2008]  |  Vítor Coelho da Silva
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Literatura Popular
Literatura Infanto Juvenil

Brainstorming: água – chuva: chuva – nuvem; nuvem – céu; céu – terra; terra – mar; mar – rio; rio – fonte; fonte – sede. Água.

Quadras de Felícia Festas Hortinhas (natural de Évora): É um bem essencialCai do céu nasce do chãoDá-se a todos por igualNão fazendo distinç... 
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[17-02-2010]  |  Fala de dois poetas populares alentejanos
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LOBISOMEM

Acreditar em mitos e lendas na era da técnica, da tecnologia e da suspensão do maravilhoso: dois textos de quem não perdeu a capacidade de se espantar…  o poeta brasileiro Carlos Alberto Pessoa Rosa[1... 
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[18-12-2009]  |  Maria João Brinquete
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Passo o tempo com a enxada na mão…

Poesia Popular à maneira tradicional: Uma décima[i] do poeta popular alentejano Domingos José Pinto[ii], onde se narram os esforços hercúleos de um hortelão para defender o seu território de uma prese... 
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[26-10-2009]  |  Maria João Brinquete e Paula Sande, Maria João Brinquete e Paula Sande
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Cuidado com a língua! De acordo?

Recomeça hoje, na RTP1 (às 21h18), o programa Cuidado com a Língua! Uma ideia de José Mário Costa (responsável pelo Ciberdúvidas). Uma bela maneira de pôr os miúdos (e os outros) a pensar na língua po... 
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[01-03-2010]  |  Letra Pequena                                                  Ver Mais >>
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Rita Ferro - 4 & 1 QUARTO

4 & 1 QUARTO conta a história de um casal que, num momento de desejo ou tédio, esquece as convenções para atrair à intimidade um homem e uma mulher. São quatro numa cama, como se fosse natural. Mas não será sempre natural, o sexo? E mesmo que fosse: brutalizará ele o amor? Aqui, as duas mulheres revivem um segredo da puberdade, os dois homens descobrem-se e atrevem-se, e, embora extraviando-se da identidade e da pertença, jamais se perdem do Amor.

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