A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa.
Luís Carmelo, Coordenador
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Correspondentes

Joaquim Magalhães de Castro

[27-07-2010] |
1 - No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura terá sempre sentido, a não ser que a abandonemos, rendidos à barbárie do irrisório efémero e do ultra visual. Num planeta a mil à hora, conspurcado por imagens de uma agressividade avassaladora, a literatura é mais do que nunca uma forma de resistência, um verdadeiro refúgio. Só ela nos fornece as imagens que nós queremos, e que só nós vemos. Digamos que é um caloroso espaço de intimidade nestes enormes e ruidosos parques temáticos em que se estão a tornar as sociedades em que vivemos, com todos em bicos de pés a quererem provar a sua individualidade, ignorando que, no fundo, não passam de uma massa homogénea. Vivemos no estranho mundo da individualidade uniforme.2 - Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Não acompanho de perto os actuais movimento...  Ler Tudo >>

Entrevista do escritor Urariano Mota a Marco Albertim

[23-07-2010] |
A bruxaria da criação literária Entrevista do escritor Urariano Mota a Marco Albertim  -  Conheci-o morando solitário numa pensão, na Boa Vista. Lendo Em busca do tempo perdido, comprando discos de jazz mesmo sem ter radiola em casa. O que mais o impressionou, então: Proust, Ella Fitzgerald ou as virtudes da inquilina do quarto vizinho?Morei em duas pensões, na Boa Vista. Uma, cujo prédio não existe mais, ficava na Princesa Isabel,  na área do Parque 13 de maio. A outra, ficava no cruzamento da João de Barros com a Suassuna, onde hoje está uma faculdade de direito. Eu não sei em qual delas eu fui mais angustiado, sozinho. Mas sem qualquer ética ou ideal de solidão. Na Pensão Princesa Isabel, enquanto subia a escada para um quartinho isolado lá no alto, da televisão da sala vinha a música de Paulinho da Viola, Simplesmente Maria, tema de uma telenovela. Ela me lembrava sempre que estava sozinho e sem mãe, cujo nome também era Maria. À hora dessa música sempre esperava algum golpe traiço...  Ler Tudo >>

Ana Cristina Silva

[14-07-2010] |
No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Obviamente que tem sentido. O célebre neurolinguista português António Damásio considera que os seres humanos talvez tenham nascido programados para contar histórias. Contar histórias, diz ele, talvez seja uma obsessão do cérebro. A boa literatura cria modelos ficcionais que representam seres humanos que se movem num espaço e num tempo - não necessariamente lineares - captando a densidade dos acontecimentos e das personagens através de recursos linguísticos e artíficios de intriga que conduzem o leitor à intensificação da consciência sobre a natureza humana. A boa literatura talvez seja um excelente antídoto para o mundo tecnológico e instantanista em que vivemos. Qual foi o últim...  Ler Tudo >>

António Carlos Viana*

[02-06-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Creio que sim, porque podem mudar os suportes para a comunicação, mas os sentimentos nossos são sempre os mesmos. E a literatura é o meio de eles virem à luz com toda a força que só a palavra tem.2 – Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?O lançamento dos livros de Roberto Bolaño, que teve para mim o mesmo impacto da descoberta de Cortázar nos anos 70. Seu Os detetives selvagens impressiona pela riqueza narrativa de seus inúmeros personagens.3 – Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.Meu último livro se intitula Cine Privê. São vinte contos em que procuro criar uma atmosfera de sufocamento, como se as personagens estivessem dentro de uma cabine sem ar.4 – Pensa que a literatura e a rede poderã...  Ler Tudo >>

Marco Aurélio Cremasco*

[19-05-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?O mundo tecnológico sempre existiu, o que mudou foram as ferramentas tecnológicas. A questão de ser instantâneo não é novidade, pois a Revolução Industrial trouxe o trem no século XIX e com ele uma velocidade até então inimaginável. E não só isso, propiciou um crescimento jamais visto na história da humanidade, afetando consideravelmente os setores produtivos, permitindo, entre outros, o desenvolvimento das comunicações. As artes foram afetadas e transformadas, incluindo a própria literatura sem, contudo, negar completamente manifestações artísticas passadas. Dessa maneira, perde-se o sentido quando se perde a memória e, por consequência, as referências. Os clássicos continuarão a ser clássicos. A literatura é fruto do que é humano e na medida em que este se transforma aquela o acompanhará, tendo ou não sentido.2 – Qual foi o...  Ler Tudo >>

Júlio Moreira*

[16-04-2010] |
 1 − No mundo tecnológico e instantanista em que vivemo crê que aliteratura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A  literatura, desde o “Iluminismo”, foi-se tornando um suporte fundamental do processo humanista, inclusive como factor de resistência. E, precisamente no nosso tempo, é como factor de resistência contra as inúmeras ameaças a que está sujeito o processo humanista, que a literatura se caracteriza e terá de se assumir. Sem pretender aprofundar esta questão essencial, considero que a própria literatura se encontra ameaçada, não tanto pela concorrência da imagem, de que tanto se fala, como pela pressão do mercado de subprodutos literários de efeito transitório. O tempo da resistência continua.  2 − Qual foi o último acontecimento literário, independentemente d...  Ler Tudo >>

João Almino

[07-04-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura precedeu o iluminismo e não se limita às fronteiras do mundo moderno. A necessidade de fabulação humana e a função crítica e de resistência da literatura se nutrem das mudanças por que passa o mundo.2 – Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Para mim os maiores acontecimentos literários são a produção das próprias obras literárias. Afirmar qual o acontecimento literário recente que mais me tocou coincidiria com a escolha de um livro que gostei de ler. Acabo de ler “A gate at the steps”, de Lorrie Moore, uma escritora cuja obra acompanho há muitos anos e que me atrai pela forma como elabora suas frases, juntando às vezes palavras ou ideias de maneira inusitada e com humor.3 – Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em...  Ler Tudo >>

Nelson de Oliveira*

[24-03-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Mais do que nunca, hoje a literatura faz muito sentido, porque apenas ela está enfrentando vigorosamente a mentalidade burocrática e mercantil do mundo contemporâneo. Os bons romances, as boas coletâneas de contos e poemas são invendáveis. Apesar disso, os grandes romances e as grandes coletâneas invendáveis não param de surgir no mundo todo. Isso é sinal de que ainda há algo poético, na natureza de algumas pessoas, que não se deixa reduzir nem simplificar.2 – Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Por quê?Já faz muito tempo... Mas me lembro de que fiquei bastante feliz, em 1998, com o primeiro Nobel para um autor de língua...  Ler Tudo >>

Marcelino Freire

[17-03-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Sempre haverá teimosamente um campo para a palavra escrita, para as ideias, as histórias, a poesia. Não sou pessimista nesse sentido... Aliás, sou pessimista quanto ao sentido da literatura. Ela procura, digamos, dar sentido ao que não tem sentido. Ave nossa! Por isso, sempre continuaremos escrevendo...2 – Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?No final do ano passado, na cidade do Recife, um grupo de jovens escritores organizou o evento mais inusitado e original de que eu tenho notícia: a FREEPORTO. Eles fazem uma clara referência, uma bem-vinda paródia  a um evento literário que acontece perto do Recife, a FLIPORTO – Festa Literária de Porto de Galinhas. A FREE é bem mais informal, divertida. E tudo superbem organizado. Um barato!3 – Fale-nos resumidamente do...  Ler Tudo >>

André Carneiro*

[12-03-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Alguns séculos atrás: dois homens a cavalo conversam sobre algo emocionante. Podem estar usando o francês, o inglês, ou o português. Se a conversa fosse séculos para a frente estariam em um automóvel, mais alguns anos em um avião. A tecnologia que multiplicou e tudo alterou no funcionamento dos veículos, só fez na língua mudanças ortográficas ou palavras novas desprezíveis no conjunto.Uma simples e óbvia verdade cientifica é aquela que nos mostra que os instrumentos exteriores fabricados pelo ser humano evoluem em progressão geométrica, mas a língua permanece com a dificuldade das poucas dezenas de músculos dançando com as palavras. Livros eletrônicos já existem, imitando o livro de papel. Terão a eficiência de um lap-top, mas com inevitável obrigatoriedade da frase escrita com letra, exatamente igual á primeira Bíblia de Gute...  Ler Tudo >>

Cecília Prada*

[05-03-2010] |
1 – No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Mais do que nunca – a “verdadeira” literatura, a que tem resistido através dos tempos a todas as ondas de mediocridade, de selvageria, que tentaram submergi-la. Só considero literatura aquelas obras que nos dão algo a mais, algo novo, criativo, que nos faz pensar, sentir, principalmente – que me motiva a continuar escrevendo. É difícil distingui-la, em meio à enxurrada de livros que se publicam atualmente: estamos atolados em pilhas de coisas chochas, podres, confusas, idiotas. Mas sairemos desta.2 – Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê? Vivo afastada de “eventos” , grupos e “acontecimentos”, literários ou não... e a verdade é que nenhum livro contemporâneo, brasileiro, está fazendo balançar meu coração. Há alguns que leio com agrado, mas é tudo. Mas os roma...  Ler Tudo >>

Claudio Willer

[26-02-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Nosso mundo é tecnológico e imediatista há muito tempo. Sociedade industrial existe há uns 250 anos. No começo do século XX, o então prestigioso prosador francês Pierre Loti, um acadêmico, afirmava que o cinema ia acabar com a literatura. Já os surrealistas e outros inovadores assimilaram a sintaxe cinematográfica e a incorporaram á criação literária. Nunca se publicou tanto como hoje; e a literatura continua a renovar-se; a criatividade sabe dialogar com inovações tecnológicas sem que, por isso, os criadores se tornem ideólogos da sociedade burguesa. Quanto à outra pergunta implícita em sua pergunta, diria que literatura e meio digital interagem muito bem. O meio digital contribuiu para a criação (ah, como eu queria que existissem computadores pessoais quando re-datilografei sete vezes uma tradução de um poema de Ginsberg e a...  Ler Tudo >>

Andréa del Fuego*

[19-02-2010] |
1 - No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura sempre precisou de um drive, ela não se transporta sozinha pelo ar, no caso, o livro foi seu melhor suporte até agora. O livro chegou até aqui e acho que avançará porque é um drive seguro e estável. A literatura não deixará de nos encontrar, nem que seja apenas alguns poucos desocupados ou aqueles com menos pressa. A tecnologia acelerou nossa visão e nossas necessidades, a literatura é um descanso dessa aceleração pela própria leitura que ela exige, pelo tempo que ela exige para nos transportar.2 - Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?O último acontecimento literário foi o que há de mais antigo, a...  Ler Tudo >>

Carlos Vogt*

[11-02-2010] |
1. No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A questão do veículo na circulação do fato literário, da produção literária tem, é claro, um papel importante, no que diz respeito ao alcance social dessa produção, tal como ocorreu de maneira impressionante e crescente com a invenção da imprensa e da multiplicação industrial do livro. O meio eletrônico, potencializado a partir da invenção do computador pessoal, com o desenvolvimento acelerado das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), tem e terá cada vez mais um papel fundamental na capacidade do alcance social da literatura, como aconteceu com a invenção da imprensa há séculos atrás. Num caso e no outro, ...  Ler Tudo >>

Miguel Sanches Neto*

[03-02-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Em uma idade de permanente superação tecnológica, a literatura faz cada vez mais sentido, mas dentro de um outro padrão de produção e de consumo. A forma de recepção do texto literário modificou, mas ele continua com uma grande força humanizadora. Antes, a idéia de totalidade do texto funcionava no sentido de propor uma compreensão pessoal da realidade. Um autor propunha um modelo. Hoje, fragmentou-se tanto o tempo, por conta das novas mídias, que esta compreensão se dá em pequenas fatias, e é multifocal. O leitor de hoje é um colecionador de fragmentos, e quer ele próprio construir uma percepção das coisas. As percepções são coletivas e mutantes, nascendo de um outro ponto de vista: não é mais o de um autor, mas o de um conjunto de autores, consumidos tumultuadamente, e que se unem apenas neste leitor criativo, que customiza ...  Ler Tudo >>

Raimundo Carrero*

[28-01-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?R - É claro que teremos sempre problemas com o imediatismo daqui para a frente. A urgência da leitura, a urgência do texto. Mas talvez por isso mesmo teremos mais tempo para o espírito. Contradição? Pressa? De forma alguma. Estou convencido de que o ser humano ganhará mais tempo e mais espaço à maneira que as máquinas trabalharem por ele. Nesse ponto sou radicalmente otimista. As revoluções tecnológicas serão feitas a favor do homem e não contra ele. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?R - A conquista do Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, com o meu romance "A minha alma é irmã de Deus". Eu estava inquieto, deprimido, tocado mesmo por "essa pressa que estraga o verso", de que fala o poeta. E eis que o telefone toca e a voz ...  Ler Tudo >>

Cida Sepúlveda

[21-01-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Não tenho dúvidas que a literatura tem sentido. Afinal, sua matéria-prima é o humano, a cultura humana. Não importa o estágio em que esteja a cultura. Se há algo a ser questionado são as condições de criação num mundo que não distingue o autentico do frívolo. Nem por isso a literatura perde o sentido, mas o mundo sim é que perde a poesia que a literatura exprime.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Foi a participação no Sarau promovido pelo Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, da Câmara Legislativa Federal, em Brasília, um evento que acontece a cada dois meses, fruto de um trabalho sério, sem fins lucrativos e sem fins exibicionistas, com  a participação de pessoas de vários setores da cidade, um acontecimento que o Brasil inteiro deveria aplaudir.3- Fale-no...  Ler Tudo >>

Maria Teresa Loureiro

[14-01-2010] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Precisamente por o mundo estar cada vez mais tecnológico e «instantanista» é que a literatura, tal como a aprendemos, tem cada vez mais importância. Haverá maior prazer do que folhear um livro e «sentir» o aroma do papel no comboio, no metro, no autocarro, na cama, no sofá, sentado num banco de jardim? Uma companhia inseparável que se adapta a todas as ocasiões.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?O lançamento do meu segundo romance, MEMÓRIAS DE PAPEL.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos. O último livro que escrevi? MEMÓRIAS DE PAPEL.No que uma zanga com as palavras nos pode transformar.4- Pensa que a literatura e a rede poderão vir a ter, de algum modo, um destino comum?A literatura ...  Ler Tudo >>

Cristina Carvalho

[07-12-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Para todos os que amam a literatura, o sonho que a leitura proporciona, a elevação aos céus e o esquecimento da terra que a leitura proporciona; o cheiro duma boa lombada de livro; o passar dos dedos por uma bela capa; o querer e o não querer o final da história; o procurar, a busca dum livro que há muito não líamos na nossa própria biblioteca, como ratos curiosos; o limpar do pó desses mesmos livros nessa mesma nossa biblioteca; o cuidado, o mostrar e o aconselhar dum livro a alguém de quem gostamos, um amigo, um filho, um vizinho e, sobretudo, o apresentar, pela primeira vez na vida, a uma criança, esse objecto de mistério que constitui um livro e saborear de seguida as suas perguntas e satisfazer a sua curiosidade. Tudo isto devia continuar a ser palpável, de "carne e osso". Livros em computador?? Sim, se calhar ...  Ler Tudo >>

Marcelo Moutinho

[18-09-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Acho que é uma liberação que a literatura não tenha o papel pedagógico que algum dia teve. Como diz o escritor argentino Sergio Chejfec, hoje a literatura voltou a ser uma “arte murmurada que reúne uns poucos ao redor do fogo”. Ela perde sua grandiosidade, mas fica mais próxima da experiência.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Estive na Flip, em Parati, que superou minhas expectativas. Em vários momentos, como na leitura de Eucanaã Ferraz de “Evocação do Recife” e nas falas de Atiq Rahimi e Antonio Lobo Antunes, pensei: “faz sentido”.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos. “Mais ao sul” é um livro de contos que tem uma coesão relacionada com a estrangeiridade. Eles foram sendo constr...  Ler Tudo >>

João Mário Caldeira

[01-09-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Custa-me a crer que alguma vez o homem possa dispensar os impulsos afectivos e menos conscientes que dimanam da obra literária. Penso até que será nela que cada vez mais a humanidade se refugiará para escapar à alienação da vertigem tecnológica. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê? Talvez não seja um acontecimento mas o surgimento de uma camada de novos autores que irão deixar marca no panorama literário português, entre outros Miguel Sousa Tavares, Luís Peixoto, Rui Cardoso Martins, Figueira Mestre. 3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.  No meu livro "Discurso do Sol" pretendi arrumar coisas já escritas (e algumas publicadas) sobre o Alentejo, de modo a dar alguma coerênc...  Ler Tudo >>

Sofia Amaro

[24-08-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Sim, a literatura terá sempre um lugar cativo mesmo perante a nossa herança histórica, embora as novas tecnologias tentem abrir novos caminhos à criação literária, possibilitando uma interacção com o leitor ou mesmo uma inclusão de outros elementos. A literatura neste mundo tecnológico traduz-se num certo desconstrucionismo e na dissolução do carácter linear do texto, mas no entanto penso que o livro em suporte papel nunca será substituído. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Foi A Estrada de Cormac McCarthy. Desvela-nos cruamente o instinto de sobrevivência de um pai e filho num mundo completamente devastado. É um mundo apocalíptico que provoca uma meditação sobre a finitude humana. Uma história de sobreviventes num mundo caótico e indigente.3- Fale-nos r...  Ler Tudo >>

Marsilio Cassotti

[19-08-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Creo que, en primer lugar, sigue teniendo sentido “terapeútico” para la persona que la crea. Ahora bien, como la literatura implica la necesaria existencia de un lector ajeno a la obra, la transmisión y permanencia de esta dependerá de la capacidad que tenga su creador para sortear los “dictados” de la tecnología y las “tentaciones” de las satisfaciones efímeras sin valor. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?La reacción del escritor Roberto Saviano depués de haber sido amenazado de muerte por la “camorra” (la mafia napolitana), a raíz de la publicación de su obra “Gomorra”, convertida rápidamente...  Ler Tudo >>

Paloma Vidal

[07-08-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Acho que é uma liberação que a literatura não tenha o papel pedagógico que algum dia teve. Como diz o escritor argentino Sergio Chejfec, hoje a literatura voltou a ser uma “arte murmurada que reúne uns poucos ao redor do fogo”. Ela perde sua grandiosidade, mas fica mais próxima da experiência.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Estive na Flip, em Parati, que superou minhas expectativas. Em vários momentos, como na leitura de Eucanaã Ferraz de “Evocação do Recife” e nas falas de Atiq Rahimi e Antonio Lobo Antunes, pensei: “faz sentido”. 3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse ...  Ler Tudo >>

Marcelo Moutinho

[17-07-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Certamente. A tecnologia e a crescente aceleração do mundo, que Paul Virílio comenta tão bem, não são capazes de solapar o barro que constitui a literatura: a capacidade de falar sobre a realidade à medida que a constrói. Os grandes dramas humanos, seja na era de Guttemberg, seja na era da internet, são os mesmos. Em suma, mudam os meios, mas a essência permanece. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?A recente palestra de Antonio Lobo Antunes na Festa Literária Internacional de Paraty. Porque ao falar com singeleza e profundidade sobre a arte da literatura, ele ajudou a renovar minha fé no ofício de escrever. Não é po...  Ler Tudo >>

Entrevista Lúcia Rosa - Coletivo Dulcinéia Catadora

[13-07-2009] |
1)      Fale um pouco da origem do coletivo.O coletivo segue a idéia básica do Eloísa Cartonera, um grupo que iniciou suas atividades na Argentina há seis anos, reconhecido em vários países por sua atuação artística e social, e convidado para participar da 27ª Bienal de São Paulo. Apresentou-se no pavilhão como uma oficina em funcionamento permanente. Ao grupo argentino somou-se a participação de catadores, filhos de catadores e artistas brasileiros. Eu já trabalhava com catadores de papel, e tinha contato com um dos fundadores do projeto, Javier Barilaro. Quando o Eloísa veio para a Bienal reproduzir sua oficina, tal como funcionava em Buenos Aires, foi solicitada minha colaboração pela curadoria da Bienal, por sugestão do grupo argentino. O contato e a parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Recicláveis tornou po...  Ler Tudo >>

Clara Macedo Cabral

[03-06-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Esta pergunta parece-me partir de presunções curiosas. Primeiro, parece sugerir que a literatura não existia antes do Iluminismo. Depois, parte de uma grande dose imaginativa: o que é que a literatura tem a ver com tecnologia? Aqui em Londres onde vivo, ainda não vi uma única pessoa a ler e-books. Querem-nos convencer do contrário, eu sei, mas não vejo evidências nenhumas de adesão do público ao e-book e do desaparecimento do livro. Em terceiro lugar, tenho tido uma série de reacções de pessoas que me dizem ter lido o “Há Raposas no Parque- Crónicas de Uma Portuguesa em Londres” de rajada, por vezes até, em 24h. Querem mais “instantanismo” que isto?2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Estive numa festival de literatura juvenil em Londres em Fevereiro, no So...  Ler Tudo >>

João Pereira Coutinho

[27-05-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Tem todo o sentido. Por dois motivos. Em primeiro lugar, porque a literatura foi, é e continuará a ser coutada de uma minoria que tem com o livro e o seu mundo (o silêncio, o recolhimento, etc.) uma relação insubstituível. Em segundo lugar, porque a profusão de informações virtuais valorizará uma formação prévia e clássica que permitirá ao novo homem tecnológico do século XXI fazer uma distinção mais rigorosa e útil daquilo que lhe interessa no meio da lixeira e do caos. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?A única coisa que me "toca", literariamente falando, é a descoberta de um novo autor. Isso aconteceu com um romance recente de um escritor que nasceu no mesmo ano que eu (1976): James Scudamore, com o seu "Heliopolis".3- Fale-nos res...  Ler Tudo >>

José Mário Silva

[20-05-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Tem sentido, sim. Aliás, acredito que a literatura tem hoje mais sentido do que nunca. É justamente por vivermos numa época de vertigem que precisamos do vagar e da profundidade que, em muitos casos, só a literatura nos dá. 2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Não foi um, foram dois. Primeiro, a descoberta de um autor extraordinário: Roberto Bolaño. Em 2008, a Teorema publicou Os Detectives Selvagens, um magnífico mosaico de histórias que se espalham pelo mundo (da Cidade do México a Espanha e ao deserto de Sonora), revelador da mestria de um narrador daqueles que só aparecem uma vez em cada 20 ou 30 anos. O outro acontecimento foi ...  Ler Tudo >>

Luís Proença

[22-04-2009] |
1 - No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido? Luís Proença: O livro tem sabido resistir às novidades tecnológicas. O sucesso universal em termos de vendas de sagas como a do Harry Potter, as memórias de celebridades, certas selecções de clubes de livros , e até mesmo a ficção literária, continua pujante entre os leitores. Apesar de tudo penso que os hábitos ainda resistem às mudanças tecnológicas, e que estas até têm promovido mais o livro. Já não será tanto assim com a indústria que serve esses hábitos. Uma prova disso é o aumento das vendas de livros pela internet.  Embora reconheça que os editores enfrentarão tempos difíceis, estou optimismo quanto ao futuro do livro. &nb...  Ler Tudo >>

Miguel Marques

[08-04-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Ao falar-se de um "mundo tecnológico e instantanista", no qual, sem sombra de dúvidas, vivemos, poder-se-ia pensar que, na história da Humanidade, em alguma altura, se colocou a "cultura", ou as artes, em que forma seja, em algum pedestal, ao contrário do que acontece nos nossos dias. Esta convicção é, em meu entender, errada. Em todas as épocas, as diversas formas de arte tiveram subjacente uma reacção, ainda que por vezes quase imperceptível, no que concerne ao conjunto de normas e convicções vigentes, sendo esta questão da sua necessidade, ou mera existência, sido sempre posta em equação de alguma forma. Por outro lado, não considero que esta nova realidade retire a vi...  Ler Tudo >>

Maria do Rosário Carvalhal

[01-04-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Sim, sem dúvida.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê? O único português que ganhou o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.O meu livro "Uma Terra ao Sul" retrata paisagens habitadas por gentes simples e únicas, a quem a terra marca e prende, no seu poder de influenciar destinos e caminhos. Esses destinos ligam o passado ao presente, ainda marcado pela nostalgia e solidão, onde o futuro não tem "alma" para voar.4- Pensa qe a literatura e a rede poderão vir a ter, de algum modo, um destino comum?Não, nada poder&aa...  Ler Tudo >>

Rui Costa

[27-03-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?O livro sólido, com peso de papel manchado de tinta, continuará a ter sentido enquanto usarmos as mãos que ainda temos, e o som do virar da folha do livro que não desistimos de ler continuará a ter sentido - enquanto reconhecermos esse peso e esse som como elementos físicos e simbólicos do acto de ler. Mas o nosso corpo está a mudar, e um dia faremos o download de livros no nosso cérebro em poucos segundos. Nessa altura os livros serão ainda mais virtuais, exactamente como o nosso corpo.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Um acontecimento à minha (pequena) escala: as críticas arrasadoras, e em parte merecidas, ao primeiro romance de uma pess...  Ler Tudo >>

José Afonso Furtado

[18-03-2009] |
1 - No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Certamente que sim. A minha tentação imediata é responder com outra pergunta clássica: e depois de Auschwitz, a literatura ainda tem sentido? Mas não irei por aí. O estatuto do literário é um facto histórico e um constructo social, englobando posições ideológicas, jogos de poder e de exclusão e mecanismos de (auto) legitimação. A falência do projecto de uma «literatura universal» e, particularmente, o de uma literatura «nacional», representa, isso sim, a relativização da matriz iluminista que o enformava. Mas, antes e depois, o literário sempre encontrou, como o mostra Helena Carvalhão Buescu, «a capacidade de se ir transformando e mesmo de integrar perdas e as suas dificuldades num projecto que, por ser permeável ao rumor dos tempos, como queria Calvino, se torna por isso, simultaneamente, o que melhor inaugura outros tempos...  Ler Tudo >>

Onésimo Teotónio Almeida

[11-03-2009] |
1 - No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Posso autocitar-me de um textito que li nas Correntes d'Escritas deste ano a responder a uma pergunta/tema semelhante que foi dada à minha mesa?"Não há respostas; só estórias. E é aí que entra a literatura, a entreter-nos com as respostas dos outros, que têm a vantagem de poder ser lidas sem sofrimento, ou pelo menos com sofrimento apenas virtual. Vamos, por seu intermédio, sabendo como é que o nosso semelhante lidou com as grandes questões e como foi escorregando e batendo com a testa contra as paredes, ou esfrangalhando os ossos em abismos. Tudo isso no conforto de um sofá, ao calor da lareira. Poderá haver melhor? Ficaria assim ressalvado o tema que me deram: a literatura como último sentido tendo em conta a m...  Ler Tudo >>

Isabel Fraga

[04-03-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura terá sempre sentido. Apenas para um número menor de leitores.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Não sou muito de «acontecimentos literários» seja qual for a sua natureza.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos. O meu último livro foi «A Desenhadora de Malvas». É a história de uma casa na Lapa, onde persiste o espírito de uma mulher que lá viveu há cerca de cem anos. Esse espírito interage de uma forma muito subtil com a família actual, não só ao nível das relações amorosas, mas tamb&eacu...  Ler Tudo >>

Jorge Silva Melo

[27-02-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?*Não entendo a expressão "ter sentido". Na altura do Iluminismo, eu não era vivo. Nasci depois de Auschwitz, quando se perguntava, com justeza, se a literatura seria possivel. É. Aquilo que agora é mais difícil é sabermos onde e quem a faz, submersa, estrafegada pela mercadoria livresca. Mas não terá sido sempre assim, coisa entre nós os quatro (gatos-pingados)? Para Maiakovski, a literatura também deixou de ser possível - e porquê?2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?A edição de WALLENSTEIN de Schiller na tradução de Herminia Brandão (Campo das Letras). Um trabalho gigantesco, primoroso, imp...  Ler Tudo >>

Carmo Miranda Machado

[18-02-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Todo o sentido e exactamente por vivermos neste mundo da pressa e do instantâneo. É a Literatura que ainda nos permite parar um pouco, olhar para dentro e sorrir.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?A publicação da obra de Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.É um livro de mulheres para mulheres onde os homens se poderão rever pois fala da essência de estar vivo: nele se cruzam os temas que fazem uma vida... o amor, o desamor, a sanidade, a loucura, os encontros e desencontros, a profissão ou a falta dela. São personagens em busca do se...  Ler Tudo >>

Raúl Mesquita

[04-02-2009] |
1. No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Creio que sim. Tal como a literatura de ficção científica tinha, no passado, um grande impacte, hoje em dia a literatura "clássica" tem-no na idade tecnológica. Evasão, chamemos-lhe assim.2. Qual o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?O 1º prémio Nobel Português de Literatura. Porquê? Porque mostra ao mundo que existem, actualmente, em Portugal, pessoas capazes de afirmar mundialmente a Literatuta Portuguesa. 3. Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.Pensem na solidão. Pensem quantas vezes falamos connosco porque não temos ninguém com quem falar, i.e, falar, realmente. Eis o meu romance O Pai e os outros! 4. Pensa que a literatura e a rede (Internet) poderão vir a ter, de algum modo, um destin...  Ler Tudo >>

Augusto Carlos

[22-01-2009] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Creio que hoje, mais do que nunca, grandes franjas da humanidade começam a chegar à conclusão de que a razão, por si só, jamais conseguirá explicar o Homem no seu todo. A crise económica, a degradação ambiental, a guerra, o egoísmo... se quisermos, o capitalismo desenfreado, alertam-nos para a falência do sonho tecnológico, da competição e do consumismo exagerado nos países ditos desenvolvidos. Assim, estou em crer que uma literatura que, para além de recreativa, patrocine, igualmente, uma reflexão baseada na experiência atenta do autor ao quotidiano, não só tem ainda sentido, como urge ser desenvolvida, de modo a massificar o conceit...  Ler Tudo >>

António Manuel Venda

[12-12-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura tem o sentido que cada pessoa lhe quiser dar, como aliás desde há muito acontece, e como acredito que sempre acontecerá. O mundo, mais ou menos tecnológico, mais ou menos instantanista, terá sempre lugar para as histórias que nos emocionam, que nos fazem pensar, que são capazes de nos arrancar um sorriso. E o mesmo, como se comprova cada vez mais, para as outras histórias, aquelas escritas tipo o que vem à rede é peixe.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Foi a edição de obras de José Cardoso Pires pelo editor Nelson de Matos. Talvez tenha sido o acontecimento decisivo para que o escritor fosse lembrado em Portugal de...  Ler Tudo >>

Mário de Carvalho

[28-11-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Teria sentido nos tempos dos caracteres cuneiformes, avenidas processionais, deuses grotescos e horrendos sacrifícios humanos? E nos tempos gregos de constantes guerras entre cidades, piratarias, escravatura e profundas crendices? E nos tempos italianos dos condottieri, das pestes e das batalhas de São Romano? E nos tempos pavorosos e abrasados dos holocaustos do século XX? Todo o texto é (sempre foi) um hipertexto. A nova tecnologia enriquece, o suporte é apenas uma derivante do sentido: o cheiro do barro, o crepitar do papiro, a macieza do pergaminho, o grão do papel, a claridade da tela, ou suporte nenhum. Bastam dois vocábulos e dois humanos para haver literatura.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, ...  Ler Tudo >>

Helena Carvalhão Buescu

[19-11-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Sem dúvida. Não acredito no apocalipse literário (ou artístico, aliás). Que as práticas se vão transformando, bem como os processos da sua comunicação e fruição, parece-me evidente. Será que isso significa necessariamente o fim da literatura (ou da arte)? Não me parece. A própria pergunta contém uma parte da sua resposta: antes e depois do iluminismo houve imensas coisas que, com o nome ou não de literatura, se dirigiram a essa capacidade de imaginação que, entre outras coisas, integra as artes - e a literatura em particular, específica imaginação verbal.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Po...  Ler Tudo >>

Sofia Pinto Correia Melo

[30-10-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura, é  fixar uma ideia, imortalizar um momento para que possa posteriormente ser vivido e sentido pelo leitor. Contrariamente  ao tal mundo, sobretudo ocidental e europeu, em que o instante, o  indivíduo, o apreender globalmente o mundo, adquiriu maior  importância. Nós precisamos de preservar os sentidos, as memórias, a imaginação. É isso que nos separa das máquinas. Por enquanto...2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Um simples gato senta-se no degrau da entrada da casa. Observa o que o rodeia, indeciso entre ser social e responder aos chamamentos carinhosos de quem passa ou, acomodar-se num canto. Intriga-o, por um m...  Ler Tudo >>

José Leon Machado

[24-10-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Não tem. Essa literatura era apenas para alguns, dirigia-se a uma elite. A literatura da actualidade, tirando algumas excepções, dirige-se ao público em geral, ignorante, pouco exigente e apressado. Os autores venderam a alma ao marketing. Vivemos numa ditadura do leitor e já muito poucos escrevem o que querem e como querem. E se o fazem, ou têm nome na praça e vão sobrevivendo à custa disso, ou ninguém os compra e lê. Os escaparates das livrarias e dos hipermercados estão cheios de lixo literário. Mas é disso que as pessoas gostam. Como os concursos e as telenovelas. A televisão dá o que a ralé gosta. Assim fazem as editoras e os escritores.2- Qual foi o último acontecimento literário...  Ler Tudo >>

Alexandre Coutinho (autor do livro O Mensageiro de Fidel/ Editora Guerra e Paz)

[08-10-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?A literatura é, por excelência, o grande espaço de comunicação entre os homens, mais precisamente, aquele que perdura para além do efémero da informação instantânea. Por mais evoluções tecnológicas e suportes que possam advir, haverá sempre espaço para bons textos, se possível em livros. No fundo contar estórias é a mais antiga forma de inter-agir entre os homens dotados de imaginário, fantasia e sonhos.2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?A reedição dos livros mais emblemáticos do escritor açoriano José Dias de Melo – “Pedras Negras”, “Mar Rubro” e “Mar pela Proa” – pela editora Ver Açor, em Abril de 2008. Com 83 anos de idade e mais de 50 de vida literária, Dias de Melo tem uma obra de referência que perpétua o seu nome, os Açores e as suas gentes, especi...  Ler Tudo >>

João Tordo

[25-09-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Tem sentido SOBRETUDO num mundo assim. A velocidade da fibra óptica não é a velocidade natural do homem. As palavras de um romance serão sempre as palavras mais importantes que lemos, por mais websites que se visitem - quantidade e fluxo não são sinónimos de qualidade e nunca foram. A literatura é pausada, tem respiração, pulmões e coração como o ser humano. E é preciosa, nos nossos tempos, para combater a efemeridade do digital.  2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Eu não sou um tipo muito "literário"...ou seja, frequento pouco o meio. Mas talvez tenha ficado particularmente contente quando, por exemplo, o José Saramago recuperou da doença que o afligia. Adoro os livros dele.3- Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê...  Ler Tudo >>

valter hugo mãe

[04-09-2008] |
1- No mundo tecnológico e instantanista em que vivemos, crê que a literatura, tal como a aprendemos a significar pelo menos desde o Iluminismo, ainda tem sentido?Não creio que as artes percam sentido. Poderão passar por entusiasmos diferentes, mas exercerão sempre fascínio. Fala-se muito na hipótese de morrer o romance. Em Portugal, quando se começou a levantar essa questão, apareceu o Saramago, o Lobo Antunes, o Mário de Carvalho, a Lídia Jorge e tantos outros, alguns dos quais dignificaram e popularizaram o género como nunca antes. O instantâneo está a criar uma literatura mais instantânea, uma boa e outra má. A maior parte talvez seja má, mas na história também não ficaram a maior parte dos escritores.  2- Qual foi o último acontecimento literário, independentemente da sua natureza, que mais lhe tocou? Porquê?Várias ...  Ler Tudo >>

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Traduzindo...
Coordenação: Maria do Carmo Figueira

Traduzindo

Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...  Ler Tudo >>
[29-06-2010]  |  Maria do Carmo Figueira
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THE DISQUIETING MUSES, de Sylvia Plath, tradução de Ana Maria Chaves

Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...  Ler Tudo >>
[29-06-2010]  |  Ana Maria Chaves
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Literanário
Contribuições Literárias
(reservado o direito de selecção)
Maceió-Alagoas – Brasil Massachusetts, USA

                                      António Manuel Pacheco

Da Caverna

Seguia eu pela avenida central de Penafiel e abeirava-me da passadeira mesmo em frente ao café mais ...   Ler Tudo >>
[06-07-2010]  |  António Manuel Pacheco
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              Ordener foi meu ídolo na infância e juventude. Eu me divertia, dava gargalhada ouvindo...   Ler Tudo >>
[21-07-2010]  |  Carlito Lima
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Menos do Muito

De repente não é mais para fora.Não é mais sucesso para exportaç&...   Ler Tudo >>
[15-04-2010]  |  Diana Menasché
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História de duas irmãs e de uma sereia que morreu afogada

À CatarinaO rio existe e talvez por isso a cidade tenha sido sempre tão doce. Não como riso contínuo...  Ler tudo >>
[07-10-2009]  |  Joana Câmara
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Jogo das Damas

Jogo das DamasHá livros não escritos.           Jarras não. Partidas.Folhas esguias. Sós mas soltas....  Ler tudo >>
[22-02-2010]  |  Maria João Brinquete
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Carnaval em Angra dos Reis

 Há cinco anos que eu fujo, literalmente, de muvuca, zoeira, badalação e f...  Ler tudo >>
[04-03-2009]  |  Valdeck A. de Jesus
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O senhor embaixador

I            O embaixador Dário Moreira de Castro Alves (1927-2010) esteve nove anos a braços com um...  Ler tudo >>
[28-06-2010]  |  Adelto Gonçalves
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Correspondências

Manual de instruções para Portugal

Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...  Ler Tudo >>
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Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...  Ler Tudo >>
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Cuentame un cuento

Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square.  Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...  Ler Tudo >>
[11-02-2010]  |  Kátia Gerlach
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Adeus migrante

A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado.  Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...  Ler Tudo >>
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“Ora ouve…”

Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...  Ler Tudo >>
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Brooklynites

Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps.  Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...  Ler Tudo >>
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Sobreposições

Tal como a memória ou um texto, a cidade tem múltiplas sobreposições. Camada sobre camada que foi sendo sobreposta pelo tempo, os projectos dos homens e o acaso, e que é possível ler num determinado momento. Por exemplo, Leipzig em Novembro de 2009. Vinte anos depois da “revolução pacífica”, os acon...  Ler Tudo >>
[04-12-2009]  |  Ana Delgado
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O original de Laura, dying is fun

Não há de se esperar em Laura, uma novela e sim fragmentos. Nas lacunas, o legado de Nabokov aos leitores. Cento e trinta e oito  cartões escrevinhados, a obra inacabada de um homem em estado terminal. Vladimir pedira à Vera que os destruísse, assim ...  Ler Tudo >>
[25-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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Cervantes e Pamuk, por Kátia Gerlach

Tempo e palavras culminam na necessidade instantânea de evitar o ócio dos segundos.  Outono e inverno fazem-se incertos.  Eventos literários e musicais dão vida aos centros culturais excessivamente calefados e neste calor artificial, um público trajando variadas vestimentas e opiniões, dos mais velh...  Ler Tudo >>
[20-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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Em seu último livro The Children’s Book, Antonia confessa através da protagonista que todo o escritor deve ter a sua frase talismática.  Há palavras que funcionam como chave do horizonte, têm o poder de ligar a máquina da criação.  No ano passado, Amy Bloom confidenciou ao público que no seu escritó...  Ler Tudo >>
[07-11-2009]  |  Kátia Gerlach
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O melhor ar da cidade

“I blow through here… and the music goes round and round… and it comes down here” (Louis Armstrong, The Five Pennies)   Não é nos parques, jardins botânicos ou bosques  que se respira o melhor ar de uma cidade, mas sim... numa sala de concertos.  Talvez nem pensemos nisto, quando assistimos a um con...  Ler Tudo >>
[05-11-2009]  |  Ana Maria Delgado
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Chinua Achebe

Da poltrona com ampla vista para o palco, quis capturá-lo.  Não como o mestre da escrita da África colonizada pelos ingleses, o escritor premiado.  Quis tê-lo, sim, como personagem.  Quantas histórias não renderiam este homem vivido que carrega a Nigéria no coração, abriga as tristezas do fracasso d...  Ler Tudo >>
[23-10-2009]  |  Kátia Gerlach
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LITERATURA JURÍDICA
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Espaço-parceria para Literatura Jurídica

Espaço disponível... 
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Espaço editorial

Espaço reservado a eventual Parceria.... 
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[28-10-2008]  |  Vítor Coelho da Silva
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Literatura Popular
Literatura Infanto Juvenil

Escrita de viagem e/ou Os vigieiros do Corpo

Continuação do Circo da i margin’ar-te  por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... 
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Duas histórias de amor e desamor em verso

Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... 
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[18-05-2010]  | 
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Os LÁ-VAI por Maria Lava

um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I   ida prima estaçãoII  ida decoração da primaIII   ida prima estaçãoIV  ida frolV  idos fr... 
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[29-03-2010]  | 
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Uma árvore, um filho, um livro...

... ou dois. (Letra pequena aconselha a que seja por esta ordem, mas nada tem contra quem escolher outra.)Um projecto (interessante e oportuno) da Bookstorm, Booktailors e Finepaper (mesmo para quem ... 
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[28-07-2010]  |  Letra Pequena                                                  Ver Mais >>
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Se Eu Fosse...Nacionalidades

Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano. Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países. Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo

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