A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa. Luís Carmelo, Coordenador
Tem-se assistido a uma vitalidade do livro, apesar de tantas vezes ter sido profetizado o seu fim. Em vez de desaparecer, ele tem encontrado novos formatos e beneficiado com esse grande canal de divulgação e de distribuição que é a Internet. O mesmo seria inevitável acontecer com as revistas culturais, onde se incluem as literárias, infelizmente sempre tão escassas no nosso país. A presença online, a actualização da informação, a diferença nos conteúdos, o dinamismo, a interactividade com os leitores, são factores fundamentais. Também a proximidade dos próprios autores com o seu público parece ser a melhor forma destes darem a conhecer as suas obras. E não é tudo isto, afinal, que de forma brilhante, através das suas rubricas – Curtas, Destaques, Observatórios, Pré-publicações, Inéditos ...
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Confesso que ainda não sei bem pronunciar, se Pinet, se Penet Literatura (e essas possíveis pronúncias devem ser ouvidas com sotaque do sul do sul do Brasil). Mas sei bem que o PNET Literatura (pronuncie a seu modo) é dessas coisas da vida que tem que acontecer. É só o que explica a presença desse meu depoimento aqui. Porque um dia decidi que um texto meu deveria alcançar não só brasileiros, mas leitores de língua portuguesa. Sem saber como fazer isso, escrevi para um grande ídolo meu, que é o Gonçalo Tavares, contando do texto, contando da vontade de espalhar ele. E o Gonçalo me disse que escrevesse ao Luis Carmelo, que ele se interessaria. Eu não conhecia Luis Carmelo e o Luis Carmelo sequer imaginava a existência de um Reginaldo Pujol Filho. O que não impediu que eu mostrasse meu trabalho para ele e ele, de pronto, me abrisse um espaço para publicar. Por quê? Eu já disse, porque o PNET é dessas coisas que tem que acontecer. Como as janelas, como as pontes. É isso que tem me parecido...
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Ser? (Seria)se soubesse a sabedoriade ser mar ao invés de ilha POEMATem dias em que acreditono que vejo e sintoEm outros, reflitorepito as afliçõesNão estudei metafísicadesconheço filosofiasinto mais do que pensoe sei o suficiente do que não seiPenso em Deusdesenho sua face no artão livre de formas que não o reconheçomas ainda assim amanheçoAna Paula Pedro* *Poeta, actriz e psicóloga...
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No aniversário do PNETliteratura, quem ganha o presente são os leitores, os privilegiados que acessam informações preciosas sobre literatura por meio do portal.O PNETliteratura é uma fonte importante de conhecimentos para aqueles que, como eu, moram no Brasil e tem interesse em literatura. Os cadernos de cultura dos grandes jornais não passam por um bom momento deste lado do Atlântico. Eles dedicam-se cada vez mais ao entretenimento e cada vez menos à literatura. Os artigos sobre tradução desapareceram da imprensa, exceto em casos de plágios escandalosos. É um alento encontrar uma coluna como a da Maria do Carmo Figueira.Todo este vácuo que vem sendo diminuído com a bela iniciativa do PNETliteratura. Que este seja o primeiro de muitos anos de vigor intelectual e literário, é o meu melhor desejo para o PNETliteratura e toda a sua equipe.Dinaura M. Julles**TradutoraSão Paulo - SP - Brasil...
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O site PTNETliteratura é uma porta aberta na Europa para escritores brasileiros e de outros países lusófonos. Foi através dele (do site), que consegui divulgar ainda mais o meu trabalho como editor, escritor, poeta e patrocinador de cultura. Tenho obtido resultados positivos, o que me estimula a continuar a parceria e a estar sempre conectado nas novidades publicadas ali.Valdeck Almeida de Jesus**Escritor...
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Experimentamos a contemporaneidade naquilo que é atual, acontecendo ao mesmo tempo e em espaço distinto. Isto nos possibilita conhecer diferentes visões e vozes, levando-nos ao mundo discreto, fragmentado. Sou levado a crer que a literatura contemporânea não necessariamente aborda o tempo histórico atual, mas traz elementos atuais ao texto, tais como: velocidade, síntese, objetividade, fragmentação e desconstrução formal. A língua é a linha-mestra a que tudo une. O português, portanto, é o alicerce que nos sustenta, permitindo-nos estar sob um teto único; estranho: sem cobertura, isento de céu. O site Pnet Literatura consegue tudo isso e portanto é parte de nossa casa.Marco Aurélio Cremasco**Escritor...
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Acredito no poder da palavra. Na sua capacidade para se reinventar e transcender, para rasgar horizontes e agregar o disperso, para ser partilha e arte. Felicito o Pnet-Literatura por ser este espaço incontornável e multifacetado de celebração da palavra: da polifonia lusófona à crítica literária e, muito me apraz registar, ao olhar atento sobre a tradução. Ela dissolve barreiras linguísticas e culturais, une as margens de dois mundos. As pontes também se constroem com palavras. PRÓLOGODêem-me uma palavraqualquer palavradeixem-na rolar na línguacomo um caramelo.Abram os lábiosdigam-na em voz altadeixem cada sílaba vibrarcomo um transístor.Digam-na outra e outra e outra vezaté a língua a saber de coraté o sentido se fragmentaraté só o som contar.Escrevam-na agora,letra a letradevagaraté ela ser mensagem.Fa...
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Parabéns a você, nesta data querida Anos. Anos e anos, desprezada, desconsiderada. Uma vida. Inteirinha. Relegada para segundo plano, como se não existisse, como um filho preterido, como se um cão esquecido no quintal. E eu calada, anos a fio. Sempre disponível, sempre com um sorriso, prestável para todo o serviço, pano para toda a lida, pau para toda a obra, para tudo o que fosse preciso e quando fosse preciso. As piores birras, os cocós mais fétidos e ráveis, as horas extraordinárias por pagar, as férias sempre escolhidas em último lugar. Eu, claro. A parva, a ordinária, pois claro, só eu é que não via, ou melhor, via e calava, pateta, estúpida, uma estúpida que até dá dó. Como é que aguentei? Como pude aguentar? Como pude ser tão cega? A minha mãe sempre me disse, filha, nunca te deixes espezinhar, olha que dás um dedo às pessoas e elas levam-tos todos daí para diante. Olha a tua dignidade, nada de baixar a cabeça, filha. Parva, ouvi-a? Qual quê, foi como se as palavras da minha que...
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Tomei conhecimento do site “Literatura Pnet” há algum tempo, não me lembro quanto, mas sei dizer com certeza que a partir do momento em que fomos apresentados passei a visitá-lo com frequência. Passei a ter uma admiração imensa pelas obras ali publicadas. Sou leitora assídua dos escritores brasileiros, que sempre me presenteiam com belíssimas e deliciosas obras. Além da variedade cultural encontrada através da expressão lusófona, cujas obras e comunidades de regiões como Cabo Verde, Angola etc, me despertaram um grande interesse, pois fornecem uma variedade cultural significativa. Enfim, ressalto que através da obras dos excelentes escritores que ali publicam sempre encontro algum tipo de resposta satisfatória para meus questionamentos, seja como estudante e apreciadora da Língua Portuguesa, seja para os meus momentos de descontração, quando procuro boa leitura para relaxar, ou até mesmo, nos meus momentos de reflexão, quanto busco respostas para os meus dilemas mais secretos que some...
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Precioso este PNET Literatura que agora completa um ano de vida. Um excelente espaço de criação e divulgação literária, uma fonte de prazer para quem gosta de ler. Parabéns a todos os que têm contribuído para a sua existência.Cláudia Abreu**Editora Campo das Letras...
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Naveguei por diversas seções do website PNETLiteratura e o ancorei nos meus ‘favoritos’ para outras navegações em tempo futuro. Gostei imensamente e, no horizonte da apreciação, constatei no Pnet um trabalho rigoroso, diversificado e, o mais importante, abrindo espaço para a comunhão de propósitos e para a voz lapidada, artística de novos escritores da língua portuguesa. Também dirigi as minhas retinas para os contornos do site e tive o prazer de admirar belíssimas fotografias (abstratas, da Natureza, de peças artísticas, etc), textos de imprensa, moda, etc., o que revela o cuidado na edição dos conteúdos para posterior amplificação. Na escuridão gerada pelo excesso de textos da Internet, ainda bem que existem muitas estrelas "pnetianamente" brilhando... Vida longa para elas!Ezequiel Theodoro da Silva**Escritor e profes...
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Felicito o PNETLiteratura pelo êxito alcançado em seu primeiro ano de vida na divulgação de notícias, crítica e criação literárias. Em tão pouco tempo este site conseguiu firmar sua reputação como uma referência para quem deseja acompanhar as novidades literárias no espaço da língua portuguesa, o que se deve à alta qualidade do trabalho de seus editores e colaboradores. João Almino**Escritor...
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O Pnet me agrada pela sobriedade das cores, pelos tons de marrom que oscilam do bruto ao pastel, propiciando leveza à página e não cansando a vista, por assim dizer. A quebra que existe no tom dá-se pelo abóbora (ou laranja, como se queira), que se justifica por se tratar do menu de conteúdo, que deve mesmo chamar nossos olhos. Também gosto bastante das fontes dos títulos: fogem do linhas retas e cartesianas presentes nas tipografias utilizadas na maioria dos sites e se enquadram bem com o assunto, que afinal é a literatura. Luis Paulo Silva** Editor de arte...
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Os amantes das letras, conjugadas em palavras e estas em frases/reflexões/dizeres, alimentam a necessidade de mais ler e investigar por via das revistas literárias.Como escreveu Daniel Pires*, são “um testemunho elucidativo de uma época, do pulsar do tecido social, das suas contradições, das ambições e limitações que a rodeiam, dos mecenas, da cultura, em sentido lato, de uma determinada ordem social”. O livro de Clara Crabbé Rocha, Revistas Literárias do Século XX em Portugal** é referência para aqueles que lembram e mais querem saber sobre o percurso destas publicações em português. Aleatoriamente, referir a Seara Nova, a Colóquio, o Jornal de Letras, o Tempo e o Modo, a Vértice, a Letras e Letras é forma outra de homenagear os responsáveis e colaboradores que ajudaram a saciar a fome da leitura e do pensar.O PNET Literatura surge na melhor tradição da revista literária em Portugal. Adaptado à nova era, que opticamente envia no instante da publicação os conteúdos, permite ao leitor...
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"Num tempo, terrível, em que se anuncia, possivelmente para a próxima década, o fim do livro impresso, do cheiroa tinta e papel, do livro tal e qual aprendemos a amar, creio que o portal PNET Literatura, sendo ele mesmo um suporte digital, faz o respectivo contraponto. Porque em boa hora e através da sua minuciosa busca do prazer dos livros e das histórias o PNETLiteratura leva-nos, pela mão do seu magnífico grafismo e classificação temáticas, bem como pelos seus cronistas residentes e demais colaboradores, a uma biblioteca que, num primeiro passo, nos leva ao prévio deleite da escrita, para, num segundo, nos fazer mergulhar mais apaixonadamente nas suas pequenas, desconhecidas histórias.O PNETLiteratura é, hoje, isso mesmo: um enorme portal por onde, diariamente, de qualquer parte do mundo lusófono, e não só, se pode flanquear a sensibilidade p...
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“ Para quê escrever, depois de séculos de grande literatura? “ Esta uma das perguntas que mais tenho repetido, nas minhas décadas de entrevistas a escritores. Uma curiosidade profissional e genuinamente pessoal. O que pode ainda ser escrito de tão magnífico, que eu o deva preferir aos livros que tenho para ler, do Panos Karnezis, do Borges, do nosso Aquilino e de mais uma boa centena? É que a vida escorre-se-me a cada hora, a Biblioteca de Alexandria está ali, inteira e oferecida, e eu ainda não consegui perceber se terei ou não uma outra vida para lá me instalar. Porquê escrever mais? E para quê arriscar o bem mais precioso, que é o tempo, a escrutinar o que alguém escreve de novo, num jogo de puro azar e raras fortunas? É sempre neste tom carrancudo que todos os dias parto a abrir a PNET Literatura. E ali me demoro. Mas torno. Mas fico. E volto. E fico out...
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Grande parte da popularização da internet se vem dando em cima de redes sociais, blogs pobres e microblogging. Nesse cenário, sites como o PNET Literatura são oásis, com seus textos sem pressa e sem concessões a modismos. O PNET é parada necessária a quem aprecia uma boa prosa em língua portuguesa, seja na variação americana, européia ou africana.Daniel Lopes** Editor do blog Amálgama...
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Gosto de andar por aqui. Do conceito abrangente, da presença regular da literatura em português - Portugal, Brasil, Angola, Moçambique -, da variedade dos temas e colaborações no tal “rio que se reconhece”, “vastíssimo esteio de inúmeros afluentes” de que fala o Luís Carmelo, seu coordenador. E que bela ideia a de um Observatório de Tradução, já que a imensa maioria do que se edita em Portugal são traduções. PNETliteratura, parabéns! Clara Alvarez* *Tradutora...
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A partir da descoberta do Pnet, por indicação do Eustáquio Gomes, este site tem sido um porto para encontrar-me com minha alma de tempos a tempos, entre os afazeres e as correrias cotidianas. Uma grande cidade lusófona, onde iguais comungam suas palavras e percepções, na contramão do rio “globalizante” e mercantil que passa por nossas vidas hoje, que espero seja passageiro. Aqui encontramos o conforto da arte.José António Rosa**Professor...
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A iniciativa do site é válida quanto a conexão de países que falam a mesma língua. Constantemente recorro a internet para a procura de novidades ou não na área do pensar. Acredito que essa iniciativa simplifica o trabalho de pesquisadores e curiosos, diminuindo a distância entre esses países. Minha comunicação se restringe somente ao Brasil, digo se restringia, pois espero somente a confirmação do meu cadastro para navegar nos mares de outros continentes, trocar informações e principalmente prolongar meu aprendizado.Ivan Neder**escritor...
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Gosto do Pnet porque ele dá oportunidade a autores inéditos, proporcionando também o acesso a escritores consagrados dos países de língua portuguesa e ao fascinante universo da lusofonia.Dulcinea Bordignon**Secretária...
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O site tem visual agradável. Diversidade e qualidade se combinam. Fico feliz de conhecer mais um espaço alternativo para a literatura, a comunicação e para o pensamento. Cida Sepúlveda**Escritora...
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PARISPalavras.Mata virgem.Mata a fome que tenho.Paris, no outono, gosto de mostarda e bolacha de gergelim.Cenário: Rive Gauche, Miles e Jeanne Moreau.Tua roupa rosa – passei noite-inteira a teu lado: servidão.Tenho o guidão da bicicleta em minhas mãos,Tenho tempo, tantas dúvidas.Moi, je suis la Dame aux Camélias.Vous ne comprenez pas....Espera sentada no café,o cappuccino tem gosto de chá.Sentada, escrevendo, calada.Por que os sinos só badalam horas inteiras?São tantas as horas.Bico de passarinho.Revoada na vila, miado de Bizet.Diploma na estante de livros.Não tenho pressa, preciso pensar.Subserviência em meus canais.Cheiro de crepe de Nutella.Sensorial.Boca aguada, aberta. Não falo.Está bem, falo só uma vez.Amor.Amor.Nem sempre cumpro o prometido.Não encontro o cadafalso.Não sou Beauvoir.Não falo francês.Acordei cedo. Pouco dormi.Vou deixar para dorm...
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Sincronia. Ocorrências simultâneas. Ideias voejantes, talvez delirantes. Fato é que no início da década de oitenta, ao vir para a cidade de Atibaia, descubro o jornal Tentativa, editado na década de quarenta, por André Carneiro e outros autores. Em uma das edições, em “Colaborações de Portugal”, encontro conto Pureza de Virgílio Ferreira, isto em dezembro de 1950, e “O que se publica em Portugal”, com contribuições de Luis Amaro e Adolfo Casais Monteiro:Está publicado o sétimo número do jornal de Poesia Távola Redonda, dirigido por António Manuel Couto Viana, David Mourão-Ferreira e Luiz de Macedo. Távola Redonda é uma bela afirmação dos novos poetas portugueses, e constitui já um movimento digno de menção e análise. Jornal de apresentação moderna, a que o lápis de António Vaz Pereira imprime um curioso cunho artístico, colaboraram até agora em Távola Redonda trinta e três poetas da nova geração. Ampliando a sua actividade, Távola Redoada começará em breve as suas edições, as primeiras...
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Em tempos muito remotos e vivazes, escrevi uma tipologia de escritores no J.L. Arranjei vinte e tal figuras, fui exaustivo, exorbitei e achei-me muita piada. Tenho um exemplar para aí, algures, num maço confuso de papéis. Outro dia, pediram-me uma cópia, mas vá lá saber-se onde é que isso pára. Amarelece, amarelece e esboroa-se, as palavras descaíram, o viço esfumou-se, e a graça, se a tinha, que é dela? Na altura não imaginava que as voltas da vida me viessem a pespegar no catálogo e isso sem retorno. A partir do momento em que socialmente se é considerado um escritor, fica o título para toda a vida. Como os ministros franceses e, ao que me disseram, os bastonários das ordens. Por cópia, com certeza. Em Portugal há quinhentos anos que toda a gente copia, excepto parte dos escritores, e outros autores, a quem copiar parece mal. Talvez por isso a nossa lit...
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o tal total o amor é o tal total que move o mundo a tal totalidade tautológica, o como somos: nossos cromossomos nos quais nunca se pertenceu ao nada: só pertencemos ao tudo total que nos absorve e sorve as nossas águas e as nossas mágoas ficam revoando como se revoltadas ao princípio, àquele principício originário &nb...
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Pede-nos o Editor/Coordenador da PNETliteratura, Luís Carmelo, um depoimento para publicação no site na data do seu 1º aniversário. Confessamos o nosso constrangimento. De formação física e matemática, apaixonado pelas letras mas sem grande apetência para plasmar em escrita o que nos vai na alma, é com relutância que alinhavamos estas palavras. Decerto compreenderão. É que escrever ao lado de alguns dos melhores escritores contemporâneos de língua portuguesa não é fácil. Mas o Luís insiste, argumentando que a autoria do projecto nos pertence. Não será tanto assim. Se é verdade que no dia 1 de Dezembro de 2007 requeremos ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial a marca “PNETliteratura”, não é menos verdade que o projecto só existe, em primeiro lugar, devido ao entusiástico acolhimento que o Luís fez ao nosso convite para editar e coordenar o site e, em segundo lugar, ao também não menos entusiástico sim com que os restantes colaboradores aceitaram entrar nesta aventura. Em te...
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Num mundo onde a lógica da indústria cultural acaba amesquinhando a arte, iniciativas como a do Pnet Literatura são essenciais. Não só porque permite a expressão lusófona da literatura, mas sobretudo porque abre espaço para o lado inteligente da estética.Clayton Levy* * Jornalista...
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O Pnet é de fácil navegabilidade e de conteúdo importante para o universo da língua portuguesa. Além disso, através de sua plêiade de autores, o site alcançou uma universalidade lusófona muito apreciável e, quero crer, pioneira. Meus cumprimentos por seu primeiro aniversário. Que sua vida seja longa. Ronei Thezolin**Jornalista...
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O PNET Literatura tem um ano de actividade e, nesse espaço de tempo, há muita coisa que se pode fazer. E o PNET Literatura fê-lo. Poderia dissertar largamente sobre os méritos da iniciativa, a actualidade dos conteúdos e a capacidade de reacção do portal ao que se vai passando no meio dos livros. Mas prefiro ficar-me pelo que vai ficar: pelos textos inéditos de um vasto número de colaboradores, que orgulham qualquer publicação. A um portal que se pode vangloriar de contar com um Eduardo Pitta (mestre, como poucos, da crítica literária em Portugal), um valter hugo mãe e um Jorge Reis-Sá (curioso que o PNET Literatura una o que os dois indivíduos, por vontade e gosto próprio, decidiram separar), que recupera Almeida Faria (esperando que, com isso, se recupere também um dos grandes livros da nossa literatura, Rumor Branco), que dá espaço a Ondjaki e Patrícia Melo (reavivando lusofonias de geografias diversas), que dá espaço a um Gonçalo M. Tavares (inquieto, que não consegue parar de escr...
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Primeiro aniversário. Parabéns a todos. Este ano instalou, no que me diz respeito, a pouco e pouco, dois modos de vida neste espaço cultural: a) como leitora. Ir ler tornou-se um reflexo logo que tenho meio minuto b) como colaboradora. Foi mais complicado por o ano ser composto de stress sem mudança: adiei com frequência a escrita ocasional. Mas espero mudar de vida no próximo ano. (Ano novo, vida nova, não é?...) Manuela Degerine** Professora e escritora...
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A prosperidade económica da actualidade, mais do que recursos pesados, pressupõe atractividade e conectividade. A geopolítica contemporânea, mais que uma geopolítica dos territórios tende a ser uma geopolítica dos fluxos. Por analogia (quem sabe?), a literatura dos nossos dias parece cultivar-se em espaços partilhados, na permuta de mensagens, ao sabor dos novos códigos da linguagem binária, na acessibilidade do “on line”, na comunicação flexível, eliminando distâncias, esbatendo fronteiras, valorizando a conectividade, subsistindo em fluxos de palavras e de pausas. Um bom exemplo para isso? O PNETliteratura.Luís Moita ...
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É tão pouca a atenção que a literatura hoje recebe dos media que deste PNETliteratura só se pode dizer bem, mesmo até pelo simples acto de existir. Fosse só isso. Mas todos reconhecemos razões adicionais, pois a literatura e a rede do seu parentesco aparecem aqui vivas, viçosas, enérgicas, de face refrescada por uma brisa soprada de um mar que manda para a costa vaga após vaga de convidativa água. Por trás desta virtualidade intensa andam mãos reais teclando para aqui e para ali solicitando textos, lembrando promessas de outros, mas movidas por cabecinhas reais também, escarafunchando mil maneiras de abrir janelas em ângulos diferentes da realidade porque os leitores hoje têm uma atenção curta e navegam logo para outras bandas se as novidades demoram. Sim, tudo isso deve dar muito trabalho real que a página virtual nunca traduz. Eis pois ...
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A “República das Letras” nunca se identificou com um meio de comunicação em especial, embora seja inegável o papel historicamente seminal da tipografia e da escrita impressa, mas ela foi sempre o lugar dinâmico, em construção permanente, onde se trocaram imagens, representações, buscas de sentido, entre iguais.Nessa medida, como lugar entre pares, o espaço literário é por excelência político (na acepção tão brilhantemente defendida por Hannah Arendt, da política como mundo comum a necessitar de permanente investimento e cuidado). Uma revista literária é, dessa forma, a habitação de um espaço onde se partilham aventuras e percursos que se guardam, pelas palavras de todos e de cada um, do esquecimento. É essa a tarefa que tem cabido, com qualidade e entusiasmo, através do brilho e rapidez do meio virtual e...
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Conheça as vantagens em ser membro da PNETliteratura
Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...
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Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...
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Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...
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Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...
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Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square. Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...
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A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado. Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...
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Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...
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Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps. Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...
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Tal como a memória ou um texto, a cidade tem múltiplas sobreposições. Camada sobre camada que foi sendo sobreposta pelo tempo, os projectos dos homens e o acaso, e que é possível ler num determinado momento. Por exemplo, Leipzig em Novembro de 2009. Vinte anos depois da “revolução pacífica”, os acon...
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Não há de se esperar em Laura, uma novela e sim fragmentos. Nas lacunas, o legado de Nabokov aos leitores. Cento e trinta e oito cartões escrevinhados, a obra inacabada de um homem em estado terminal. Vladimir pedira à Vera que os destruísse, assim ...
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Tempo e palavras culminam na necessidade instantânea de evitar o ócio dos segundos. Outono e inverno fazem-se incertos. Eventos literários e musicais dão vida aos centros culturais excessivamente calefados e neste calor artificial, um público trajando variadas vestimentas e opiniões, dos mais velh...
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Em seu último livro The Children’s Book, Antonia confessa através da protagonista que todo o escritor deve ter a sua frase talismática. Há palavras que funcionam como chave do horizonte, têm o poder de ligar a máquina da criação. No ano passado, Amy Bloom confidenciou ao público que no seu escritó...
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“I blow through here… and the music goes round and round… and it comes down here” (Louis Armstrong, The Five Pennies) Não é nos parques, jardins botânicos ou bosques que se respira o melhor ar de uma cidade, mas sim... numa sala de concertos. Talvez nem pensemos nisto, quando assistimos a um con...
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Da poltrona com ampla vista para o palco, quis capturá-lo. Não como o mestre da escrita da África colonizada pelos ingleses, o escritor premiado. Quis tê-lo, sim, como personagem. Quantas histórias não renderiam este homem vivido que carrega a Nigéria no coração, abriga as tristezas do fracasso d...
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Continuação do Circo da i margin’ar-te por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... Ler Tudo >>
Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... Ler Tudo >>
um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I ida prima estaçãoII ida decoração da primaIII ida prima estaçãoIV ida frolV idos fr... Ler Tudo >>
... ou dois. (Letra pequena aconselha a que seja por esta ordem, mas nada tem contra quem escolher outra.)Um projecto (interessante e oportuno) da Bookstorm, Booktailors e Finepaper (mesmo para quem ... Ler Tudo >>
Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano.
Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países.
Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo