Menos do Muito
[15-04-2010]
De repente não é mais para fora.Não é mais sucesso para exportação.
É apenas um link com a dona de casa.
Com a flor soberana na mesa.
Com o talher de plástico que infelizmente não dá, não dá pra reciclar (pois é, a equipe nunca que vem, a gente chama, mas eles não respondem...).
Uma conexão com a sobremesa para o jantar, com a música que vai tocar no casamento do filho, com a carta que chegou do primo de longe e que precisa de um lugar muito especial para ser guardada... Onde você quer que eu deixe, querido? Na escrivaninha? Na mesinha do telefone? Perto do rádio-relógio?
Saudade do sonho em que apenas vejo você chegar cedo e isso já é o fato magno do dia. Por que mais? Por que tanto?
Também não se trata de comodismo, isso não.
É apenas exaltação da glória suprema em ser, sem necessidade de caixa com dupla proteção para ser enviada de navio para além dos mares (e com aviso de recebimento).
Não precisar avisar a hora que vou sair, a hora que vou chegar.
Porque tudo isso você já sabe...
Diana Menasché
dianamenasche@gmail.com
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António Manuel Pacheco
Carlito Lima
Diana Menasché















