A literatura é um rio que se reconhece, hoje em dia, através de uma identidade multifacetada: um vastíssimo esteio de afluentes que disputa os limites de uma fronteira sempre impossível de traçar. É neste limbo dinâmico, ponteado por marés imprevistas, que o site PNETliteratura se situa. Sem dizer que não à turbulência ou à contingência. Interrogando, enquanto publica; dando a ver, enquanto relativa. Luís Carmelo, Coordenador
Num observatório de humor? Saramago? Sim, claro que sim. É discussão antiga minha, já tema agendado ...
Ler Tudo >>[06-07-2010] | Editorcomentários off
Costumo citar muitas vezes o Manuel Hermínio Monteiro comparando uma editora a um cadáver esquisito ...
Ler Tudo >>[29-07-2010] | Jorge Reis-Sácomentários off
"O escritor corre o grande risco de se baratear. A popularidade é uma coisa terrível, nesse sentido. A popularidade acaba cercando o escritor e o artista de um mundo artificial e um interesse inteiramente artificial. O sujeito acaba fazendo aquilo que sente que o público gosta, em vez de fazer aquilo que acha que deve ser feito. Eu lembro de quando Manuel Bandeira fez oitenta anos. Havia quase manifestações populares, nas homenagens que fizeram a ele. Mas você acha que aquele pessoal algum dia leu Manuel Bandeira?" João Cabral de Melo Neto em Desterritórios.
Tem-se assistido a uma vitalidade do livro, apesar de tantas vezes ter sido profetizado o seu fim. Em vez de desaparecer, ele tem encontrado novos formatos e beneficiado com esse grande canal de divulgação e de distribuição que é a Internet. O mesmo seria inevit&aa...
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Ainda as Correntes, como entes queridos a delirem-se devagar no ferro dos dias, na estranheza da ausência. Eis o belo texto aí lido pelo escritor uruguaio Milton Fornaro.CADA PALABRA ES UN PEDAZO DE NOSOTROS MISMOS “Dijo Dios: ‘Haya luz’, y hubo luz. Vio Dio...
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A Feira de Leipzig é uma das maiores feiras internacionais de literatura. Tem um significado histórico de tal modo importante para a cidade, que talvez seja por isso que Leipzig é chamada a cidade do livro. Mesmo durante a época da RDA, a feira promovia o contacto intercultural entre a Alemanha de L...
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Neste fim de domingo, terminou o Pen World Voices Festival 2010, um festival que a cada ano se supera e traz ao público um maior número de eventos literários, contando com a presença de escritores americanos e internacionais, uma Organização das Naç&o...
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Segundo Daniel Handler, o recentíssimo romance Citrus County de John Brandon está ao nível do que foi escrito por autores como Denis Johnson, Joy Williams, Mary Robison ou Tom Drury. Em todos estes escritores, há um aceno de fundo que desafia a literatura a penetrar corrosivamente no mundo e a ir, portanto, muito para além da ficção. Não faria mal nenhum… encomendar. (Ler mais aqui)... Ler Tudo >>
O ramo norte-americano da Penguin fechará, ainda neste mês de Julho, um acordo de parceria com a brasileira Companhia das Letras. Ao longo das últimas décadas, a Penguin cresceu a partir de Inglaterra para países como os Estados Unidos, Canadá e a Austrália. O acordo agora confirmado promete trazer novidades ao nível dos livros e bolso e 'E-BOOKS’. (Ler mais aqui)... Ler Tudo >>
Perto de 4000 pessoas assinaram uma petição contra o encerramento da Biblioteca Nacional de Portugal, durante nove meses, por motivo de obras. O argumento central remete o facto de a BNP ser realmente "insubstituível", havendo casos em que bolsas de investigação correm sérios riscos. (Ler mais aqui)... Ler Tudo >>
Acaba de sair a público um ensaio de Mario Miguel González sobre o passado e o presente da literatura espanhola. A reflexão sobre um posível renascimento desta literatura, pela mão de escritores como Enrique Vila-Matas ou Javier Marias, está no centro de Leituras de Literatura Espanhola (Letraviva, 480 págs., R$ 59). A ler! (Ler mais aqui)... Ler Tudo >>
Gary Shteyngart nasceu em Moscovo e emigrou para os EUA em 1979. Dystopia é o seu último livro. Mas não é um livro qualquer. Tomemos-lhe o pulso: passa-se dentro de alguns anos anos, em Nova Iorque, quando os livros já não existem e a vida eterna pode ser partilhada por uma elite; o metro já tem ‘business class’ e a última moda é um dispositivo que permite ver para além dos ‘jeans’. Vale a pena ler a curiosa entrevista que o autor deu a Deborah Solomon no NYT. Um novo Mercier, autor de L'an 2040 e do termo “fictionner”. Pelo menos pelo visionarismo.
Não é apenas a tradução de um poema; é ser tocado por um texto, partir à sua descoberta, à forma como foi construído, inspirado... pintado. É uma simbiose perfeita não só entre um original e a sua tradução mas, mais fundo ainda, entre o tradutor e a alma do poeta, cujo poema é já em si a “tradução” ...
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Partindo do quadro de Chirico com o mesmo título, depois da denúncia do papel da mulher-esposa, Sylvia Plath sufoca-nos com o seu retrato da mulher-filha, sobre a qual recai o peso insuportável de tudo o que a mãe (e a sociedade) dela espera e a que jamais ela poder&aacut...
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Foi em cafés e restaurantes e encontros com portugueses de vária espécie que o livro se viu nascer. Um livro escrito para agradar às massas, à hipérbole de turistas alemães que desertam o país ao longo do ano inteiro – e não s&oacu...
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Já não é uma novidade no panorama musical mundial, mas um nome destes desperta sempre curiosidade a um português, especialmente se os membros desta banda são provenientes do longínquo Alaska. Tenho andado a ouvir os Portugal.The Man desde o ano passado &ndash...
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Havia muito de Umberto Ecco na aula aberta ao público de Antonio Muñoz Molina ontem à noite no King Juan Carlos I of Spain Center, parte do campus da New York University, o edifício de número 53 ao sul do grandioso Washington Square. Na sala reservada ao evento, não se ouve o inglês enquanto uma se...
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A princípio, são as meias vermelhas que nos distraem e fazem reparar na combinação com a camisa também vermelha mas em outro tom, o terno é marron escuro, o blazer descasado. Um homem visivelmente mais jovem do que a idade, um sotaque aplicado à pronúncia rastejante, um pessimista, medroso, por nat...
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Entre Osnabrűck e Porto, que paralelo biográfico melhor para se ler Ilse Losa na direcção contrária àquela que ela geograficamente deu à sua vida. Uma vida que na tragédia da História da Alemanha encontrou porto de abrigo no Porto de onde eu provenho e que nessas trocas interculturais perdeu ou...
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Artistas plásticos, músicos, poetas e escritores encontram no Brooklyn refúgio e cenário e dali partem para expedições ultramarinas na Califórnia, na Índia, na França, na América Latina, na África, a book tour perhaps. Discussões literárias, conversas boêmias, propostas, idéias para livros em ebuli...
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Tal como a memória ou um texto, a cidade tem múltiplas sobreposições. Camada sobre camada que foi sendo sobreposta pelo tempo, os projectos dos homens e o acaso, e que é possível ler num determinado momento. Por exemplo, Leipzig em Novembro de 2009. Vinte anos depois da “revolução pacífica”, os acon...
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Não há de se esperar em Laura, uma novela e sim fragmentos. Nas lacunas, o legado de Nabokov aos leitores. Cento e trinta e oito cartões escrevinhados, a obra inacabada de um homem em estado terminal. Vladimir pedira à Vera que os destruísse, assim ...
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Tempo e palavras culminam na necessidade instantânea de evitar o ócio dos segundos. Outono e inverno fazem-se incertos. Eventos literários e musicais dão vida aos centros culturais excessivamente calefados e neste calor artificial, um público trajando variadas vestimentas e opiniões, dos mais velh...
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Em seu último livro The Children’s Book, Antonia confessa através da protagonista que todo o escritor deve ter a sua frase talismática. Há palavras que funcionam como chave do horizonte, têm o poder de ligar a máquina da criação. No ano passado, Amy Bloom confidenciou ao público que no seu escritó...
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“I blow through here… and the music goes round and round… and it comes down here” (Louis Armstrong, The Five Pennies) Não é nos parques, jardins botânicos ou bosques que se respira o melhor ar de uma cidade, mas sim... numa sala de concertos. Talvez nem pensemos nisto, quando assistimos a um con...
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Da poltrona com ampla vista para o palco, quis capturá-lo. Não como o mestre da escrita da África colonizada pelos ingleses, o escritor premiado. Quis tê-lo, sim, como personagem. Quantas histórias não renderiam este homem vivido que carrega a Nigéria no coração, abriga as tristezas do fracasso d...
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Continuação do Circo da i margin’ar-te por Maria LavaA Escrita de Viagem (ou os Vigieiros do Corpo) insere-se no já enunciado e anunciado Projecto do Circo da i margin... Ler Tudo >>
Quando, no falar comum e quotidiano, nos referimos a “literatura de cordel”, usamos a expressão num sentido depreciativo, desvalorizando uma determinada obra como sendo de inferior ... Ler Tudo >>
um Projecto do Circo da i margin’ar-te, uma (des)pretensão de trimaginar a arte; do deslado marginal d’ella.I ida prima estaçãoII ida decoração da primaIII ida prima estaçãoIV ida frolV idos fr... Ler Tudo >>
... ou dois. (Letra pequena aconselha a que seja por esta ordem, mas nada tem contra quem escolher outra.)Um projecto (interessante e oportuno) da Bookstorm, Booktailors e Finepaper (mesmo para quem ... Ler Tudo >>
Estreia do premiado autor, Francisco José Viegas, no género infantil. Se Eu Fosse... Nacionalidades faz-nos descobrir a vida que o Lio teria se fosse japonês, brasileiro, norueguês ou italiano.
Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países.
Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo